A Força Aérea Real do Reino Unido garantiu recentemente a produção dos novos radares ECRS Mk2 que irão equipar a sua frota de caça Eurofighter, no âmbito de um investimento de grande escala destinado a modernizar estas aeronaves. Para este efeito, foram afectos cerca de 453 milhões de libras esterlinas (£453 milhões), uma iniciativa que deverá sustentar aproximadamente 1.300 postos de trabalho altamente qualificados em várias regiões do país. Segundo uma comunicação oficial, o trabalho será assegurado pela BAE Systems, Leonardo UK e Parker Meggitt, mantendo-se o envolvimento destas empresas no programa nos próximos anos.
Radares ECRS Mk2 no Eurofighter Typhoon: novas capacidades para cenários contestados
De acordo com a Força Aérea Real, os ECRS Mk2 irão proporcionar ao Eurofighter Typhoon não só uma capacidade relevante para detectar e seguir alvos inimigos em ambientes com elevada disputa electromagnética, como também a aptidão para gerar interferência electrónica (jamming) de elevada potência contra sistemas adversários. Com estas valências, a frota de Typhoon mantém-se preparada para operar em cenários de combate modernos, estando prevista a continuação do seu serviço pelo menos até ao início da década de 2040, conforme já indicado na mais recente Revisão Estratégica de Defesa.
Aquisição: 40 radares ECRS Mk2 e integração directa nas aeronaves modernizadas
O anúncio mais recente relativo a este equipamento abrange 40 radares ECRS Mk2 no total: 38 unidades novas e duas unidades anteriormente utilizadas em ensaios, que serão elevadas ao mesmo padrão. Segundo o planeamento actualmente conhecido, todos os radares serão instalados directamente nas aeronaves seleccionadas para modernização, não estando prevista a constituição de stock adicional.
Um aspecto particularmente relevante desta actualização é a combinação entre melhoria de detecção e capacidade activa de guerra electrónica, um binómio que tende a aumentar a sobrevivência e a eficácia do Eurofighter em missões de defesa aérea e em operações onde a ameaça inclui sensores avançados, sistemas de defesa antiaérea e plataformas não tripuladas.
Declarações oficiais: defesa aérea do Reino Unido e compromisso com a NATO
Em declarações divulgadas oficialmente, o Secretário da Defesa do Reino Unido, John Healey, afirmou:
“A nossa frota Typhoon é a espinha dorsal da defesa aérea do Reino Unido e da NATO, operada em toda a Europa pela Força Aérea Real e pelos nossos aliados para proteger os nossos céus e a nossa segurança. À medida que as ameaças que enfrentamos aumentam e os drones russos continuam a atacar a Ucrânia e a violar o espaço aéreo da NATO, esta capacidade de radar de nova geração manterá a Grã-Bretanha segura em casa e forte no estrangeiro durante muitos anos.”
Por sua vez, o Director-Executivo da BAE Systems, Richard Hamilton, declarou:
“O programa Typhoon é um pilar da defesa e da segurança nacional do Reino Unido. A operar no centro das operações da NATO, as aeronaves Typhoon asseguram o policiamento aéreo no flanco oriental da Europa. O investimento continuado nas capacidades do Typhoon é vital e garante que podemos maximizar o investimento do Reino Unido na aeronave, ao mesmo tempo que aceleramos tecnologias críticas de combate aéreo essenciais às capacidades de defesa.”
Para além do impacto operacional, esta continuidade de investimento tende também a reforçar a base industrial e tecnológica associada ao Eurofighter, com benefícios para cadeias de fornecimento especializadas, engenharia avançada e retenção de competências críticas que serão determinantes em programas de aviação de combate presentes e futuros.
Contrato adicional de £205 milhões para apoio técnico especializado à frota Eurofighter
Importa ainda referir que, no início desta semana, a Força Aérea Real anunciou também um contrato adicional de 205 milhões de libras (£205 milhões) destinado a assegurar apoio técnico especializado de longo prazo à frota Eurofighter. A adjudicação à QinetiQ deverá manter cerca de 250 postos de trabalho e apoiar a execução bem-sucedida das melhorias nas aeronaves, consolidando investimentos totais superiores a £650 milhões num dos pilares da aviação de caça do Reino Unido.
A par da integração do ECRS Mk2, este tipo de apoio continuado é frequentemente decisivo para garantir disponibilidade elevada, actualizações coerentes entre unidades e uma transição operacional segura - desde a formação técnica até à validação de sistemas - à medida que a frota é adaptada a novas exigências de missão e interoperabilidade no seio da NATO.
Imagens utilizadas apenas para fins ilustrativos
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