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Adeus forno tradicional: novo aparelho com nove modos de cozedura transforma a air fryer numa relíquia desnecessária e gera debate sobre o que deve estar nas cozinhas modernas.

Mulher a abrir forno elétrico com vapor a sair e legumes a cozinhar numa cozinha moderna.

A primeira vez que o vi ao vivo, parecia mais uma coluna de som futurista do que um eletrodoméstico. Um cubo mate, com porta de vidro, a brilhar discretamente na bancada - a trabalhar em silêncio, sem aquele “roncar” típico do forno. Nada de tabuleiros pesados, nem botões para adivinhar temperaturas: só um ecrã tátil fino e a promessa de fazer nove coisas diferentes a cozinhar, tudo no mesmo aparelho.

Depois vieram os vídeos e os comentários a confirmar que não era só aparência. No TikTok, alguém meteu um croissant congelado e, doze minutos depois, saiu uma massa folhada impecável. No Reddit, outro utilizador gabava-se de ter assado um frango inteiro, desidratado maçã e aquecido pizza na mesma máquina - sem ligar o forno uma única vez.

De repente, a minha velha air fryer ficou com ar de “trambolho” de outra época.

Há algo grande a acontecer nas nossas bancadas.

When a “smart cube” replaces your oven and shames your air fryer

Entre numa cozinha moderna hoje e nota-se uma pequena revolução: o forno tradicional está frio e a bancada está cada vez mais disputada. A máquina de café continua firme, mas mesmo ao lado começam a mandar os multicookers e os “smart ovens” de nova geração.

Este gadget mais recente - aquele que está a roubar todas as atenções - parece a evolução natural da air fryer. Faz de tudo um pouco: assa, grelha, cozinha a vapor, frita com ar, cozinha lentamente, reaquece, desidrata, tosta e até leveda massa. Tudo num aparelho pouco maior do que uma caixa de sapatos.

De repente, o forno de encastre começa a parecer um dinossauro reservado para ocasiões especiais.

Uma mulher com quem falei tinha acabado de renovar um apartamento pequeno na cidade. Enquanto o empreiteiro elogiava os fornos de parede “super elegantes”, ela riscou essa linha do orçamento e apontou para o aparelho que já tinha encomendado online. “O meu forno agora é este”, disse, a bater de leve na porta de vidro da máquina de nove modos.

Usa-o para tudo: legumes assados a meio da semana, pão de fermentação natural ao domingo, e snacks desidratados para a escola a fazerem-se em segundo plano enquanto trabalha em casa. O forno grande por baixo? Virou arrumação para formas e uma pedra de pizza cheia de pó.

E não é caso único. Vários números de vendas de marcas diferentes mostram uma subida constante nos fornos multifunções de bancada, enquanto as remodelações e upgrades de fornos tradicionais abrandam. A hierarquia na cozinha está a mudar - um gadget de cada vez.

Porque é que isto está a acontecer tão depressa? Uma parte é pura praticidade: câmaras mais pequenas aquecem mais rápido e gastam menos energia, o que pesa quando a fatura da luz sobe mês após mês. Outra parte é estilo de vida. Muitos de nós cozinham para uma ou duas pessoas, não para uma família de seis, e pré-aquecer uma “caixa” gigante de metal parece exagero.

Há também o lado emocional. Estas máquinas falam a língua do scroll: programas com nomes como “pizza”, “baguette”, “wings”, “veggies”, ícones no ecrã em vez de números misteriosos. Prometem zero contas, zero adivinhação, menos lasanhas queimadas.

Sejamos honestos: ninguém calibra o forno com um termómetro todos os dias.

The nine-mode ritual: learning to live with one powerful gadget

Ter um destes fornos de bancada com nove modos muda a forma como se mexe na cozinha. O primeiro truque que os utilizadores mais experientes partilham é simples: escolha dois ou três modos que use mesmo todas as semanas e comece por aí. Assar. Air fry. Reaquecer. Chega para criar hábitos sem sentir que está a pilotar um avião.

Assar legumes a 200°C numa câmara compacta transforma-os de “acompanhamento” em algo que apetece comer diretamente do tabuleiro. Fazer air-fry a batatas fritas que sobraram ou a asas de frango dá uma segunda vida à comida de take-away que estava triste. O modo de reaquecer salva a pizza que no micro-ondas ficaria mole.

Quando estes movimentos já forem automáticos, aí sim, pode brincar com cozer, slow-cooking ou desidratar. Um passo de cada vez.

O maior erro? Tratar esta máquina “tudo-em-um” como uma varinha mágica que, do nada, vai fazê-lo cozinhar como um chef de televisão. Não vai. No início vai queimar coisas. Vai esquecer comida no desidratador durante a noite. Vai resmungar com o beep que soa exatamente como a máquina de lavar.

Há também a armadilha de manter o forno tradicional “para o caso de precisar” e nunca se comprometer a sério. Metade do mundo fica neste limbo: um forno enorme, uma air fryer em crise de meia-idade e agora este cubo futurista, todos a lutar por espaço. Parece desperdício - e a culpa aparece.

Se está nessa fase, não está sozinho. Todos já tentámos enfiar mais um “aparelho milagroso” numa cozinha já cheia, convencidos de que desta vez é que vai resolver os jantares durante a semana.

Alguns utilizadores já começaram a chamar a esta nova vaga de gadgets “countertop command centers” - um termo um pouco pomposo que esconde uma realidade simples: as pessoas querem uma ferramenta que faça tudo de forma decente, em vez de cinco caixas de uso único a ganhar pó.

  • Start small
    Escolha 2–3 modos (como roast, air fry, reheat) e repita-os durante umas semanas antes de explorar os restantes.
  • Respect capacity
    Não encha demais o cesto ou tabuleiro. Com tudo amontoado, a comida coze a vapor em vez de ficar estaladiça - e vai culpar o gadget por um problema de física.
  • Clean on autopilot
    Limpe rapidamente a porta e o interior após usar, ainda morno, uma vez por dia. É mais rápido do que uma limpeza “a fundo” mensal que vai adiar sempre.
  • Use presets, then tweak
    Use primeiro os programas automáticos, prove o resultado e depois ajuste tempo e temperatura em pequenos passos.
  • Choose your “winner” appliance
    Se o forno de nove modos passar a dominar o dia a dia, guarde ou doe a air fryer antiga em vez de a deixar a “assombrar” a bancada.

What really belongs on a modern countertop?

Quando este novo forno chega, acontece um ajuste de contas silencioso na cozinha. Começa a abrir armários e a fazer perguntas sem piedade: preciso mesmo de uma torradeira se isto também tosta? E aquela panela de slow cooker que só uso em domingos de dezembro? Porque é que o meu forno grande é basicamente um armário caro?

Não existe uma resposta universal. Há quem jure que nunca abdica do forno tradicional porque perus de Natal e fornadas de bolachas em três tabuleiros ainda contam. Outros vivem em estúdios ou casas arrendadas com fornos embutidos fracos e sentem-se libertos com um único aparelho potente que aquece de forma uniforme. O debate é menos sobre tecnologia e mais sobre como vivemos e cozinhamos, de forma honesta, hoje.

No fim, cada bancada acaba por ser uma espécie de autobiografia.

Key point Detail Value for the reader
Space beats nostalgia Prioritizing one versatile nine-mode oven can free up space taken by aging gadgets and underused traditional ovens Helps you decide what to keep, sell or donate without guilt
Small cavity, big savings Faster preheat and smaller volume reduce energy use for everyday cooking Lower bills and less heat in the kitchen, especially in small homes
Modes as habits Focusing on a few core functions turns the gadget into a daily tool, not a forgotten toy Makes weeknight cooking easier, not more complicated

FAQ:

  • Question 1 Can a nine-mode countertop oven really replace a traditional oven for everyday cooking?
  • Question 2 Is it worth upgrading if I already own a basic air fryer?
  • Question 3 What foods actually turn out better in this kind of gadget?
  • Question 4 Does it consume less energy than a built-in oven?
  • Question 5 How do I choose which appliances to keep on my countertop?

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