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Estes são os MINI JCW mais radicais do momento

Dois carros Mini Cooper estacionados, um azul com prancha de surf e outro verde com detalhes vermelhos, em exposição automóve

A MINI associou-se à marca de vestuário Deus Ex Machina para desenvolver dois protótipos únicos que cruzam a herança dos modelos John Cooper Works (JCW) com uma leitura contemporânea de estilo e cultura urbana.

Baptizados Skeg e Machina, estes projetos partem de duas bases distintas: o MINI JCW 100% elétrico (no caso do Skeg) e o MINI JCW a gasolina (no caso do Machina). Sem qualquer objetivo de entrarem em produção, assumem-se como os MINI JCW mais arrojados desta geração desde o fim do MINI JCW GP, cuja produção terminou em 2023.

A colaboração com a Deus Ex Machina - conhecida por unir motas, surf, artes visuais e moda - reforça a intenção de explorar linguagens estéticas fora do universo automóvel, mantendo, ainda assim, o ADN de desempenho que define a sigla JCW.

Skeg: MINI JCW elétrico com inspiração no surf e fibra de vidro

O Skeg inspira-se diretamente na cultura do surf e utiliza como ponto de partida a versão totalmente elétrica do MINI JCW. Em comparação com o modelo de produção, este protótipo troca a carroçaria por painéis em fibra de vidro - o mesmo material usado em pranchas de surf - solução que, segundo a marca, permite reduzir o peso total em 15%, passando de 1 725 kg para 1 470 kg (menos 255 kg).

Apesar da “dieta”, mantém o mesmo conjunto do JCW elétrico de série: 190 kW (258 cv) e 350 Nm de binário máximo, bem como a bateria de 54,2 kWh. Com menos massa, a expectativa é que esta configuração ajude a melhorar a aceleração dos 0 aos 100 km/h em 5,9 segundos registada pelo modelo de produção.

No exterior, para além da fibra de vidro, o Skeg diferencia-se por um divisor aerodinâmico dianteiro, alargamentos muito pronunciados dos guarda-lamas e um ailerão traseiro de grandes dimensões, elementos que acentuam a postura agressiva do protótipo.

Por dentro, a abordagem privilegia minimalismo e funcionalidade: não existe forro no tejadilho nem bancos traseiros. À frente, os bancos foram substituídos por bancos tipo baquet em neopreno (material típico dos fatos de surf), enquanto os painéis das portas dão lugar a peças em fibra de vidro.

Machina: MINI JCW a gasolina com ADN de competição

O Machina aponta o foco à tradição competitiva da marca britânica e parte do MINI JCW a gasolina. Tal como no Skeg, a mecânica permanece a do modelo de produção: um 2,0 litros turbo de quatro cilindros, com 231 cv e 380 Nm.

A assinatura visual é marcada por um conjunto de faróis montados no capô, numa referência clara ao passado da marca nos ralis. Na traseira, destaca-se o difusor inspirado no JCW que competiu nas 24 Horas de Nürburgring, complementado por um ailerão traseiro de grande porte, com inspiração nos protótipos Can-Am dos anos 70.

O habitáculo leva a radicalidade ainda mais longe do que no protótipo elétrico, colocando a tónica numa experiência próxima da competição. Para isso, foram retirados os painéis das portas, e os bancos traseiros foram substituídos por uma gaiola de segurança, acompanhada por arnês de cinco pontos, comandos totalmente analógicos e um travão de mão hidráulico.

Além de sublinharem duas interpretações distintas do universo John Cooper Works, estes protótipos também servem para mostrar como soluções extremas - redução de peso, simplificação do interior e aerodinâmica mais expressiva - podem funcionar como laboratório de ideias, mesmo quando não existe intenção de produção.

Estreia no Salão de Munique 2025

Os dois protótipos serão mostrados ao público no Salão de Munique 2025, que decorre de 9 a 14 de setembro.

Para lá dos automóveis, esta parceria assinala também o lançamento de uma pequena coleção de roupa MINI x Deus Ex Machina, com disponibilidade global através das lojas de comércio eletrónico da Deus Ex Machina.

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