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Militares das Forças Especiais do Paraguai iniciam a segunda fase de formação ministrada pelos EUA.

Dois soldados a analisar um mapa sobre uma mesa em campo aberto, com helicóptero e militares treinando ao fundo.

O Batalhão Conjunto de Forças Especiais, unidade de elite que integra militares de todos os ramos das Forças Armadas do Paraguai, deu início à segunda fase de um ciclo de formação ministrado pelo 7.º Grupo de Forças Especiais dos Estados Unidos. Esta etapa de capacitação tem a duração prevista de seis meses.

A formação enquadra-se no plano de reforço das capacidades das Forças Armadas paraguaias, inserido no programa de “resposta a crises e contingências”, apoiado pelos Estados Unidos através do Comando Sul.

Programa de capacitação e objectivos operacionais

Em conferência de imprensa, o general do Exército César Moreno, comandante das Forças Militares, detalhou o alcance do programa: o foco passa por elevar as capacidades operacionais do Paraguai com formação especializada, treino conjunto e fornecimento de equipamento moderno. Segundo explicou, o apoio está direccionado para o Batalhão Conjunto de Forças Especiais - unidade que responde directamente ao comandante das Forças Militares -, garantindo a continuidade de um treino exigente em operações especiais, com uma projecção de cinco anos.

O arranque desta fase contou com a presença do comandante-em-chefe das Forças Armadas do Paraguai e Presidente da República, Santiago Peña, do encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no país, Robert Alter, do ministro da Defesa Nacional do Paraguai, o general na reserva Óscar Rodríguez, bem como de generais de cada uma das forças militares paraguaias.

Além das instruções ministradas por militares norte-americanos de elite, o programa incluiu a incorporação de equipamento avaliado em 700 000 dólares americanos, composto por espingardas, pistolas e visores de visão nocturna.

Um resultado esperado deste tipo de formação é o aumento da prontidão para missões de elevada complexidade, incluindo resposta rápida a incidentes, coordenação entre diferentes ramos e actuação em cenários com forte pressão operacional. Em paralelo, a modernização do equipamento tende a melhorar a segurança das equipas no terreno e a eficácia das operações em ambientes com pouca visibilidade.

Para maximizar o impacto do investimento, é comum que ciclos deste tipo incluam processos de avaliação contínua, padrões de manutenção do material e rotinas de treino sustentadas ao longo do tempo. A previsibilidade do calendário e a uniformização de procedimentos são factores-chave para consolidar capacidades e evitar que o conhecimento adquirido se perca entre rotações de pessoal.

Investimento em Defesa para o Batalhão Conjunto de Forças Especiais

O representante norte-americano, Robert Alter, indicou que, após a assinatura do acordo SOFA entre os dois países, o Governo dos Estados Unidos prevê um investimento de 11 milhões de dólares americanos no Paraguai ao longo dos próximos cinco anos.

Alter sublinhou que se trata de um investimento planeado no âmbito do Comando Sul, destinado a fortalecer as capacidades das forças especiais paraguaias e, desse modo, contribuir para o combate partilhado contra organizações criminosas e terroristas. Acrescentou ainda que a formação contínua e conjunta reforçará a interoperabilidade entre as forças de ambos os países e ajudará a garantir preparação para os desafios mais complexos deste século.

O Presidente Santiago Peña valorizou a iniciativa, enquadrando-a numa visão partilhada entre os dois governos. De acordo com o chefe de Estado, a construção da defesa e da segurança constitui um pilar fundamental da política governativa implementada desde 2023, salientando que as agendas de segurança coincidem e que os dois países convergem num objectivo comum: a defesa e a segurança hemisférica.

Por sua vez, o ministro Óscar Rodríguez atribuiu particular importância ao acordo SOFA. Embora tenha indicado que o processo ainda não se encontra confirmado pelos órgãos legislativos paraguaios, afirmou que a aprovação deverá ocorrer em breve. Na sua leitura, o acordo é vantajoso e representa um privilégio, defendendo que não se trata de um tipo de entendimento celebrado com qualquer país: exige credibilidade e garantias de que o equipamento e o treino disponibilizados serão utilizados de forma responsável e para fins legítimos.

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