Enquanto a maioria dos jovens de 14 anos passa o tempo a dobrar aviões de papel, Miles Wu dedica-se a criar padrões de origami que, na sua opinião, poderão um dia tornar a ajuda em catástrofes mais eficaz.
O adolescente de Nova Iorque acaba de conquistar um prémio de 25 000 dólares (cerca de 23 000 euros) graças a um projecto de investigação assente numa dobra de origami conhecida como Miura-ori, célebre por permitir colapsar e expandir estruturas com grande precisão.
“Faço origami como passatempo há mais de seis anos, sobretudo animais ou insectos”, contou Wu à publicação Business Insider. “Mais recentemente, também tenho desenhado origamis meus.”
O trabalho, que arrecadou o primeiro lugar no Thermo Fisher Scientific Junior Innovators Challenge em Outubro, levou-o a passar meses a avaliar se a relação resistência/peso da dobra Miura pode ser aproveitada para reforçar estruturas desdobráveis usadas em situações de emergência.
Na prática, Wu mediu quanta carga a dobra Miura conseguia suportar, comparando diferentes condições: tipos de papel, alturas e larguras do paralelogramo e, ainda, os ângulos desse paralelogramo.
A relevância deste tipo de estudo prende-se com a logística em cenários de crise: soluções leves, compactas e rápidas de montar podem facilitar o transporte e a instalação de abrigos temporários, painéis de separação, coberturas ou suportes provisórios, reduzindo o volume e o peso durante o envio e aumentando a estabilidade quando estão em uso.
Numa fase seguinte, este tipo de abordagem pode também beneficiar de testes com materiais alternativos ao papel - por exemplo, laminados, plásticos técnicos ou compósitos - e de ensaios em condições que imitem melhor o terreno real (humidade, vento, cargas dinâmicas e montagens repetidas), para perceber até que ponto o comportamento observado em laboratório se mantém no mundo real.
Este artigo foi originalmente publicado pela Business Insider.
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