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Registados em 2026 os primeiros voos de teste do misterioso caça furtivo que a Shenyang estará a desenvolver para a Força Aérea Chinesa.

Fotógrafo a tirar foto a um avião militar a descolar, com caderno e tablet sobre um muro de pedra.

Nas últimas horas, voltaram a circular novas imagens e vídeos do enigmático caça J-50 - também referido como J-XD ou JCDS - que poderão indicar que a Shenyang, a empresa responsável pelo seu desenvolvimento, terá iniciado a campanha de ensaios em voo referente a 2026. Até agora, este é um dos programas mais misteriosos da indústria aeronáutica chinesa, podendo estar destinado a equipar, no futuro, a Força Aérea do Exército Popular de Libertação (PLAAF) ou, em alternativa, a funcionar como demonstrador de tecnologias aplicáveis a projectos actuais e vindouros.

As capturas, alegadamente feitas em instalações ligadas à Shenyang Aircraft Corporation (SAC), voltariam a mostrar o protótipo a voar, embora algumas versões defendam que poderão ser dos primeiros registos associados a testes realizados já em 2026. Ainda assim, não existe, até ao momento, qualquer confirmação oficial por parte das autoridades chinesas sobre o estado do programa.

Esta nova observação junta-se a uma sequência de aparições anteriores que começaram a ganhar maior destaque por volta de 2025, quando foram divulgadas as imagens mais nítidas até então do suposto caça de nova geração desenvolvido pela Shenyang. Nessa altura, os registos permitiram identificar uma configuração pouco convencional, marcada por um desenho sem superfícies de cauda (tailless) e por uma forte ênfase na redução da assinatura radar.

Um desenvolvimento paralelo no seio da nova geração de caças chineses

Embora a informação disponível continue a ser escassa, o caça furtivo J-50 é frequentemente mencionado ao lado de outros programas em desenvolvimento na China, como o designado Chengdu J-36, no âmbito de uma nova geração de aeronaves que procuraria aumentar as capacidades de combate aéreo do país em cenários de alta intensidade. Importa referir que o desenho do J-36, desenvolvido pela Chengdu, se distingue por uma envergadura e dimensões superiores às do caça anteriormente referido, além de contar com três motores, em vez dos dois que equipariam o J-50.

A este respeito, em Dezembro de 2025, a empresa chinesa Chengdu voltou a mostrar sinais de progresso no desenvolvimento do alegado caça-bombardeiro de sexta geração J-36 para a PLAAF, depois de observadores da aviação militar terem detectado o que seria um terceiro protótipo desta aeronave.

No mesmo sentido, vários relatos indicaram que Pequim está a acelerar a produção de caças furtivos de quinta geração, como o J-20 e o J-35, enquanto avança em tecnologias que poderão servir de base para plataformas mais avançadas, possivelmente inseridas no que é apontado como uma futura «sexta geração».

Por sua vez, as imagens mais recentes parecem reforçar algumas das características já vistas em registos anteriores, incluindo uma fuselagem integrada, asas de grande superfície e a ausência de estabilizadores verticais tradicionais, o que sugere uma abordagem orientada para maximizar a furtividade e a eficiência aerodinâmica.

Por fim, como é habitual neste tipo de programas, o desenvolvimento do J-50 mantém-se sob elevado nível de confidencialidade, pelo que uma parte significativa da informação disponível resulta da análise de imagens e de relatórios de fontes abertas. Neste contexto, a possível realização de um primeiro voo em 2026 - ainda sem confirmação - representaria mais um passo num programa que, até agora, tem evoluído sobretudo através de aparições pontuais e fugas de informação.

Image de couverture: créditos a quem de direito.

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