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Março arranca com subida do preço dos combustíveis

Homem numa bomba de gasolina com matrícula a apontar o bico e a mostrar gráfico no telemóvel.

O fecho de fevereiro trouxe apenas uma subida no preço do gasóleo simples, mas as estimativas do setor apontam para um arranque de março com aumentos nos dois produtos. A previsão para a primeira semana do mês indica uma subida de 3 cêntimos por litro no gasóleo simples e de 2 cêntimos por litro na gasolina simples.

Se esta projeção se confirmar, o preço médio do gasóleo simples deverá passar para 1,63 €/l, enquanto o da gasolina simples poderá subir para 1,705 €/l.

Estes cálculos do preço dos combustíveis são feitos com base nos dados publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os valores reportados na quinta-feira, 26 de fevereiro. Os números divulgados pela DGEG já contemplam tanto os descontos habitualmente praticados pelas gasolineiras como as medidas do Governo atualmente em vigor.

Ainda assim, é importante ter em conta que estes valores não correspondem, necessariamente, ao que encontrará no posto. Tratam-se de referências médias e indicativas: os revendedores mantêm autonomia para definir o preço final de acordo com a sua política comercial e a realidade local.

Além da componente fiscal, a evolução do preço dos combustíveis tende a refletir fatores como a cotação internacional do petróleo, o custo de aquisição dos produtos refinados e a variação cambial (uma vez que muitas transações são influenciadas por mercados internacionais). Por isso, mesmo com previsões, as alterações podem ser ajustadas à medida que surgem novos dados.

Para quem procura poupar, pode fazer diferença comparar preços entre postos da mesma zona, avaliar campanhas temporárias e ter em conta que a concorrência local pode gerar diferenças relevantes, apesar de os valores médios nacionais apontarem para uma tendência de subida.

Medidas do Governo em vigor no preço dos combustíveis (ISP)

Desde 2022 que se mantêm ativas medidas do Governo destinadas a atenuar a subida do preço dos combustíveis, incidindo sobretudo no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). No entanto, estas medidas têm vindo a ser gradualmente revertidas, também por imposição da União Europeia.

No final de novembro, o valor unitário do ISP foi atualizado, passando para 497,52 euros por cada 1 000 litros na gasolina e 361,60 euros por cada 1 000 litros no gasóleo.

Na prática, esta revisão traduziu-se num acréscimo fiscal por litro de cerca de 1,6 cêntimos na gasolina e de mais de 2,4 cêntimos no gasóleo.

Com estas alterações, o chamado “desconto fiscal” continua a encolher e, apesar de se ter observado uma descida no preço dos combustíveis em determinados períodos, os consumidores acabam por não sentir essa redução na totalidade, precisamente porque o alívio fiscal tem sido reduzido de forma progressiva.

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