A escalada dos preços dos combustíveis está a colocar em risco o poder de compra de quem depende do automóvel no dia a dia.
Com a guerra do Irão a prolongar-se, a subida dos valores praticados nos postos de abastecimento parece estar longe de ser pontual. Em França, por exemplo, tudo indica que a média poderá ultrapassar em breve os 2 € por litro, sobretudo no caso do gasóleo - e há países onde a situação é ainda mais pesada.
De acordo com a Automobile Magazine, a Dinamarca é um dos casos mais marcantes: a gasolina sem chumbo já ronda os 2,256 €/litro, enquanto o Diesel atinge 2,403 €/litro. No entanto, o topo deste “ranking” de inflação nos combustíveis pertence a Hong Kong, antigo território britânico hoje sob administração chinesa, onde o gasóleo chega aos 3,470 €/litro, o valor mais elevado do mundo.
A tendência repete-se na gasolina, com 3,440 €/litro. Para perceber esta liderança, importa ter em conta que, em Hong Kong, os salários são também muito elevados e a fiscalidade associada aos combustíveis é particularmente pesada.
Além da tensão geopolítica, os preços finais refletem ainda uma combinação de fatores: custos de refinação, transporte e armazenamento, oscilações cambiais e, sobretudo, o peso dos impostos aplicados em cada país. É por isso que, mesmo quando o preço do petróleo abranda, a descida na bomba nem sempre é imediata - ou, em alguns mercados, pode ser bastante limitada.
O que está a acontecer noutros países da Europa com os preços dos combustíveis?
Em França, para já, o Governo mantém-se reticente em avançar com medidas de apoio direto aos particulares no momento de abastecer. Ainda assim, o Executivo começou a desenhar mecanismos de apoio dirigidos a profissionais mais expostos a esta crise energética.
Noutros países europeus, contudo, já estão em curso respostas concretas. Em Espanha, foi anunciado um plano de 5 mil milhões de euros, que inclui uma redução do IVA sobre os combustíveis, permitindo um desconto que poderá chegar a 30 cêntimos por litro para os consumidores.
Na Suécia, segundo a France Info, o Governo pretende igualmente aplicar um corte temporário nos impostos. O objetivo é aliviar a fatura em cerca de 9 cêntimos por litro.
Em Portugal, existe um mecanismo que permite ajustar a carga fiscal sobre os combustíveis sempre que o aumento ultrapassa os 10 cêntimos por litro. Já em Itália, está também previsto rever os impostos para assegurar uma descida na ordem dos 25 cêntimos por litro nos postos.
Como reduzir o impacto desta subida dos combustíveis no dia a dia?
Perante esta subida, faz sentido rever hábitos de condução e consumo: planear trajetos, evitar deslocações desnecessárias, manter a pressão correta dos pneus e conduzir de forma mais suave pode fazer diferença ao longo do mês. Para quem tem flexibilidade, partilhar boleias ou combinar deslocações em menos viagens ajuda a reduzir o número de abastecimentos.
Outra estratégia útil é acompanhar os preços entre postos e abastecer de forma mais informada. Aplicações e sites de comparação podem ajudar a identificar diferenças significativas mesmo dentro da mesma zona, sobretudo em períodos de volatilidade.
E por aí, já alterou rotinas ou encontrou formas eficazes de limitar os danos desta subida nos postos de abastecimento? Partilhe nos comentários.
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