A Apple confirmou que deixou de vender o Mac Pro, o seu computador ultra‑potente com um design que muitos comparavam a um ralador de queijo. Para continuar a responder às necessidades dos utilizadores mais exigentes, a empresa deverá agora apostar num novo Mac Studio equipado com a família de processadores M5.
Quem visitar o site da Apple percebe rapidamente que há uma ausência importante no catálogo. Tal como vários meios de comunicação notaram, a marca retirou discretamente o Mac Pro, até aqui o seu equipamento profissional de topo. A confirmação chegou através da própria Apple, em declarações ao Engadget: em Cupertino, a decisão é oficial e o Mac Pro foi mesmo descontinuado.
O fim do Mac Pro e o legado do “ralador de queijo” da Apple
Convém recordar que a Apple apresentou a geração actual do Mac Pro em 2019. As especificações anunciadas impressionavam, mas foi sobretudo o aspecto do chassis - com uma grelha frontal que evocava um ralador de queijo - que ficou na memória do grande público.
Mais tarde, a Apple lançou uma variante deste Mac Pro que trocava os processadores Intel pela plataforma Apple Silicon, recorrendo à M2 Ultra. Ainda assim, o desfecho já não apanhava ninguém de surpresa: em 2025, começaram a circular rumores de que a empresa poderia estar a preparar o fim desta linha.
Mac Studio: a nova referência para profissionais (com M5 Max no horizonte)
Com o Mac Pro fora de cena, o Mac Studio - mais compacto - passa a ser a proposta mais forte da Apple para fluxos de trabalho profissionais. Por isso, faz sentido que a empresa apresente uma nova geração ainda mais capaz, com destaque para uma versão equipada com M5 Max.
De resto, as fugas de informação já apontam nessa direcção: entre os próximos lançamentos da Apple, deverá surgir um novo Mac Studio e também um novo Mac mini, ambos com a família de processadores M5.
A mudança pode ter impacto directo em estúdios e equipas que dependiam da expansão e modularidade tradicionalmente associadas ao Mac Pro. Ao concentrar a oferta profissional no Mac Studio, a Apple tende a privilegiar desempenho elevado num formato mais pequeno, com menos opções de configuração interna por parte do utilizador.
Para quem ainda precisa de uma estação de trabalho macOS muito potente, o caminho mais provável passa por escolher um Mac Studio com especificações elevadas, enquanto aguarda pela geração M5. Já quem procura uma máquina mais económica, mas actualizada, poderá ver no Mac mini com M5 uma alternativa interessante para tarefas profissionais moderadas, sobretudo em ambientes onde a flexibilidade vem de periféricos externos e armazenamento adicional.
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