Muito se debate a durabilidade das baterias dos carros elétricos, e este continua a ser um dos principais receios de quem pondera comprar um elétrico. A pergunta repete-se: será que a bateria “morre” ao fim de poucos anos, como acontece em muitos telemóveis, ou a realidade é bem diferente?
No setor automóvel, o nível de exigência é outro. A Kia garante que as baterias dos seus modelos elétricos foram desenvolvidas para manter um funcionamento consistente durante muitos anos, mesmo aceitando que, com o tempo, a capacidade vai diminuindo de forma lenta e progressiva.
Essa confiança é sustentada por garantia: a Kia cobre a bateria por sete anos ou 150 000 km, exatamente nas mesmas condições temporais e de quilometragem que aplica aos seus modelos a combustão. No caso do Kia EV4, a cobertura é ainda mais alargada: 8 anos ou 160 000 km.
A bateria é, na prática, o coração de um automóvel elétrico - e por isso faz sentido querer que se mantenha em boa forma durante muitos anos. Nas propostas elétricas da Kia, as baterias são de iões de lítio e incluem, além do lítio, outros materiais como níquel, cobre e alumínio. Este conjunto é instalado na base da plataforma e-GMP - a arquitetura que serve de alicerce à família EV da marca -, destacando-se por estar entre as poucas no mercado com suporte para 400 V e 800 V, o que possibilita carregamentos mais rápidos.
Além do hardware, há um ponto frequentemente ignorado: a forma como o veículo gere a bateria no dia a dia. Estratégias de controlo eletrónico e de proteção, juntamente com a gestão inteligente do carregamento, são decisivas para que o desempenho se mantenha estável ao longo dos anos.
Quando é que a bateria chega ao fim? (baterias elétricas Kia)
A longevidade de uma bateria de alta tensão não depende de um único fator. Há variáveis como o estilo de condução, o tipo de utilização e até o ambiente (por exemplo, calor ou frio intensos). Ainda assim, segundo a Kia, os seus sistemas de gestão térmica e a monitorização das células ajudam a abrandar a degradação, reduzindo o desgaste ao longo do tempo.
Durante o período de garantia, se a bateria de um elétrico Kia descer abaixo de 70% da capacidade total, a marca indica que serão realizadas as intervenções necessárias para repor a capacidade até, pelo menos, esse patamar. Se não for possível reparar, a bateria poderá ser substituída.
E mesmo quando a bateria deixa de ser adequada para uso num automóvel, nem por isso “acaba”: a Kia refere que lhes dá uma segunda vida em sistemas de armazenamento estacionário, servindo de apoio a energias renováveis em habitações ou empresas.
Quando a reutilização já não é viável, as baterias são encaminhadas para reciclagem. Nesse processo, são recuperados materiais como lítio, níquel, cobalto, alumínio e cobre, que voltam a entrar em novas cadeias de produção.
Como prolongar a vida útil da bateria
As baterias são pensadas para durar muitos anos, mas a Kia recomenda práticas que podem ajudar a maximizar a sua longevidade. Entre as principais medidas estão:
- Evitar temperaturas extremas sempre que possível.
- Não manter a bateria constantemente nos limites de carga (nem muito perto do máximo, nem do mínimo), reduzindo ciclos mais “agressivos”.
- Reservar os carregadores superrápidos para quando são realmente necessários, evitando o seu uso contínuo como regra.
Também pode ser útil planear rotinas simples, como estacionar à sombra em dias muito quentes ou procurar abrigo em períodos de frio extremo, porque a temperatura tem impacto direto no esforço a que a bateria é sujeita.
Ao contrário do mito que persiste, as baterias dos elétricos não são descartáveis ao fim de poucos anos. A Kia aponta para uma vida útil das baterias dos seus modelos elétricos entre 10 e 20 anos, reforçando a confiança e a tranquilidade de quem pretende avançar para a mobilidade elétrica.
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