Saltar para o conteúdo

Colisão entre o contratorpedeiro USS *Truxtun* (DDG-103) e o navio logístico USNS *Supply* (T-AOE-6) durante um reabastecimento no mar no Mar das Caraíbas

Cinco marinheiros com coletes e capacetes amarelos entre dois navios cinzentos no mar, com céu parcialmente nublado.

Durante uma operação de reabastecimento no mar no Mar das Caraíbas, o contratorpedeiro da Marinha dos EUA USS Truxtun (DDG-103) colidiu com o navio logístico USNS Supply (T-AOE-6), segundo uma confirmação divulgada pelo Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM). O incidente, ocorrido na tarde de quarta‑feira, 11 de fevereiro, provocou ferimentos ligeiros em dois militares, que se encontram estáveis. As duas unidades reportaram ter continuado a navegar sem contratempos imediatos, enquanto as autoridades militares abriram uma investigação para apurar as causas do sucedido.

A manobra de reabastecimento no mar (RAS) e a complexidade operacional

A colisão com o USNS Supply - anteriormente USS Supply (AOE-6) e navio líder da classe Supply de navios rápidos de apoio ao combate - aconteceu durante uma manobra de reabastecimento no mar (RAS, sigla em inglês). Este tipo de operação permite que navios de superfície recebam combustível, munições e outros abastecimentos sem necessidade de entrar em porto, aumentando a autonomia e a permanência em operações.

Tratam‑se de manobras particularmente exigentes, que dependem de sincronização rigorosa entre as duas embarcações a navegar em paralelo. O estado do mar, o vento e a necessidade de manter velocidades e distâncias constantes impõem um nível elevado de precisão e coordenação, onde qualquer variação pode criar riscos acrescidos.

Itinerário recente do USS Truxtun e regresso inesperado a Norfolk

O USS Truxtun, um contratorpedeiro lança‑mísseis guiados da classe Arleigh Burke, tinha zarpado da Estação Naval de Norfolk, no estado da Virgínia, a 3 de fevereiro de 2026 para iniciar uma missão programada na área de responsabilidade do SOUTHCOM. Contudo, poucos dias depois, a unidade viu‑se obrigada a regressar de forma inesperada a Norfolk devido a reparações técnicas não planeadas, na sequência de falhas detetadas num dos seus sistemas.

A natureza concreta do problema não foi detalhada oficialmente, mas a situação impôs uma interrupção temporária da sua saída para a missão.

Retoma da navegação e reforço de meios navais na região do SOUTHCOM

A Marinha dos EUA não esclareceu a dimensão dos trabalhos realizados nem indicou a data exata em que a navegação foi retomada. Ainda assim, várias fontes apontam que o navio voltou a largar no dia 6 de fevereiro, reintegrando o esforço associado ao aumento de forças navais destacadas para a região sob responsabilidade do SOUTHCOM.

Como enquadramento, esta área de responsabilidade abrange, de forma geral, o espaço do Caribe e partes da América Central e do Sul, onde os meios navais são frequentemente empregues em missões de presença, cooperação com parceiros, segurança marítima e apoio a operações de assistência.

Danos por apurar e investigação em curso

Até ao momento, não foram divulgadas informações sobre a extensão dos danos sofridos por qualquer um dos navios, nem sobre eventuais alterações ao atual destacamento do USS Truxtun. O seu último período operacional tinha terminado em outubro de 2025, após ter operado em águas da Europa e do Médio Oriente.

Por agora, tanto o contratorpedeiro como o navio de apoio continuam a navegar sob avaliação técnica, enquanto aguardam as conclusões da investigação oficial.

Procedimentos de segurança e impacto na prontidão operacional

Em incidentes deste tipo, é habitual serem realizadas inspeções imediatas a estruturas críticas (como casco, pontos de reabastecimento, equipamentos de manobra e sistemas de comunicação), além de revisões aos registos de navegação e às ordens de manobra. Também é comum que as equipas avaliem se houve limitações temporárias a bordo que possam afetar a capacidade de executar novas operações de reabastecimento no mar.

Mesmo quando as embarcações conseguem prosseguir viagem, a prioridade passa por garantir que os sistemas essenciais e a integridade estrutural se mantêm dentro de parâmetros seguros, sobretudo numa zona onde a continuidade das operações depende fortemente do apoio logístico no teatro marítimo.

Também poderá gostar: A Marinha dos EUA reforça as suas capacidades de sustentação para os seus caças agressor F‑16C

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário