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A NASA confirma a primeira missão tripulada à órbita da Lua em mais de 50 anos, prevista para 2026.

Três astronautas em fato espacial dentro de uma nave, com a Lua visível pela janela circular.

A NASA afirmou na terça-feira que continua no bom caminho para colocar astronautas em órbita da Lua no início de 2026, num contexto em que os Estados Unidos disputam com a China o regresso à superfície lunar.

A missão tripulada, conhecida como Artemis 2, acumulou vários contratempos que acabaram por adiar o calendário. Ainda assim, a agência indica agora que o voo deverá acontecer, no máximo, até abril de 2026, podendo avançar para fevereiro, caso as etapas finais decorram como previsto.

“Temos a intenção de manter esse compromisso”, declarou Lakiesha Hawkins, uma alta responsável da NASA, durante uma conferência de imprensa realizada na terça-feira.

A tripulação será composta por três astronautas norte-americanos e um canadiano, e deverá tornar-se a primeira a circundar a Lua em mais de meio século. Apesar disso, o plano não inclui uma alunagem: o Artemis 2 não vai aterrar no satélite natural.

O objetivo de pousar na Lua está reservado ao Artemis 3, etapa seguinte do programa Artemis, com o qual a agência espacial norte-americana pretende levar novamente seres humanos ao nosso satélite, ao mesmo tempo que Pequim acelera uma iniciativa concorrente que aponta para, o mais tardar em 2030, realizar a sua primeira missão tripulada.

NASA e o programa Artemis: Artemis 2, Artemis 3 e a corrida com a China

O segundo mandato de Donald Trump na Casa Branca trouxe um aumento de pressão sobre a NASA para encurtar prazos e mostrar progressos mais rápidos. O líder republicano - que anunciou o programa Artemis durante o seu primeiro mandato - pretende que a agência regresse à Lua “o mais depressa possível” e, em paralelo, avance com a ambição de viajar até Marte.

Tanto o esforço lunar como o marciano contemplam, a prazo, a criação de bases na Lua, com vista a apoiar presença prolongada, investigação científica e operações contínuas.

A administração Trump tem descrito este período como uma “segunda corrida espacial”, em referência à competição da Guerra Fria no século XX entre os Estados Unidos e a então União Soviética.

Segundo Hawkins, existe vontade de “regressar à superfície da Lua” e de “ser o primeiro a fazê-lo”, sublinhando, no entanto, que o “objetivo da NASA” é alcançar esse resultado “em segurança”.

A agência tem insistido que, antes do lançamento, serão concluídas revisões técnicas e validações operacionais para reduzir riscos, incluindo verificações de sistemas críticos e procedimentos de missão. Em paralelo, os astronautas continuam a treinar para as fases-chave do voo, desde operações em órbita até comunicações e resposta a contingências durante o percurso em torno da Lua.

Além da dimensão geopolítica, o regresso ao ambiente lunar é também apresentado como uma oportunidade para recolher dados e testar tecnologias úteis para futuras missões de maior duração, incluindo as que visam Marte. A NASA destaca que os passos do Artemis procuram equilibrar metas ambiciosas com requisitos rigorosos de fiabilidade, precisamente por se tratar de missões tripuladas.

© Agência France-Presse

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