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Sucessor do Mitsubishi Colt imaginado. Ficou melhor que o Clio?

Carro branco Mitsubishi New Colt estacionado em sala de exposição moderna com janelas amplas.

O Mitsubishi Colt atualmente à venda é, na prática, um “irmão gémeo” da quinta geração do Renault Clio. E, com a sexta geração do utilitário francês prestes a chegar, é fácil especular - nem que seja apenas por curiosidade - sobre a forma que poderia assumir um hipotético sucessor.

Mitsubishi Colt: um exercício de imaginação com base no novo Renault Clio

O artista digital Theophilus Chin decidiu explorar essa ideia e combinou referências de design do novo Eclipse Cross - modelo que, por sua vez, deriva diretamente do Renault Scenic - para criar uma frente e uma traseira alternativas. Esses elementos foram depois aplicados à carroçaria do novo Clio.

O resultado (nas imagens do conceito digital) mostra uma proposta que, convenhamos, pode até ser considerada visualmente mais consensual do que a do modelo dador, mantendo uma linguagem estética mais alinhada com a identidade recente da Mitsubishi.

Porque é que este cenário não vai acontecer

Apesar de o exercício ser interessante, já se sabe que esta possibilidade não passará disso mesmo: a Mitsubishi anunciou recentemente que o Colt vai ser descontinuado a curto prazo e não terá sucessor. A estratégia da marca dos três diamantes passa por concentrar esforços exclusivamente em modelos crossover e SUV.

Na prática, a gama europeia da Mitsubishi passará a começar no ASX (que é um clone do Renault Captur), reforçando a aposta nos segmentos com maior procura.

Saída dos citadinos e utilitários na Europa

Com esta decisão, a Mitsubishi deixará de estar presente no segmento dos citadinos e utilitários. O Space Star já tinha sido retirado de cena e o Colt juntar-se-á em breve a esse desfecho.

O que esta mudança diz sobre a estratégia da Mitsubishi

Esta retirada dos modelos mais compactos ilustra uma tendência clara do mercado europeu: a preferência crescente por carroçarias mais altas e versáteis, mesmo quando isso implica abdicar de opções tradicionalmente mais acessíveis e eficientes para uso urbano.

Ao mesmo tempo, a dependência de bases e projetos da Renault - como acontece com o Renault Clio, o Renault Scenic e o Renault Captur - evidencia como as sinergias industriais têm sido determinantes para manter ofertas competitivas. Ainda assim, quando a prioridade passa a ser apenas SUV e crossover, torna-se mais difícil justificar a continuidade de produtos como o Mitsubishi Colt e o Space Star num portefólio europeu cada vez mais concentrado.

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