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O primeiro BMW M4 GT3 de Valentino Rossi em Le Mans vai a leilão

Carro de corrida BMW branco e amarelo com número 46 exposto em showroom moderno.

O primeiro carro com que Valentino Rossi competiu em Le Mans está prestes a ganhar um novo proprietário - e pode muito bem ser alguém com disponibilidade para acrescentar mais um “joguete” de sonho à garagem. A RM Sotheby’s aponta para uma venda entre 435 000 € e 485 000 €, com o leilão marcado para 18 de outubro.

Valentino Rossi e a passagem das duas para as quatro rodas

Depois de fechar uma das carreiras mais emblemáticas do motociclismo - nove títulos mundiais, sete deles na categoria rainha -, Rossi iniciou oficialmente a sua etapa nas quatro rodas em 2022. Para isso, juntou-se à equipa WRT, uma referência no universo GT3 e parceira oficial da BMW M Motorsport.

Apesar da aura de “novato” que muitas vezes acompanha estas transições, Rossi há muito que tinha ligações reais ao desporto automóvel. Começou no karting ainda criança, aos quatro anos, e essa base competitiva nunca desapareceu: em 2006, esteve muito perto de dar o salto para a Fórmula 1.

Um BMW M4 GT3 com currículo internacional (Le Mans incluído)

O BMW M4 GT3 agora colocado à venda foi o primeiro exemplar do modelo entregue a Rossi para competição - o mesmo com que participou em provas de resistência de enorme prestígio, como as 24 Horas de Le Mans, as 6 Horas de Spa e as 12 Horas de Bathurst.

O palmarés deste chassis soma 27 corridas, com vitórias e lugares de pódio em pistas com peso no calendário internacional, incluindo Misano, Brands Hatch, Zandvoort, Imola e Fuji. Em termos práticos, trata-se de um carro com histórico efetivo de competição ao mais alto nível e com quilometragem “real” de corrida - precisamente o tipo de proveniência que distingue um GT3 de coleção de um simples ex-carro de equipa.

O último resultado e o estado em que ficou guardado

No seu capítulo mais recente, em fevereiro de 2025, o chassis 22-046 terminou as 12 Horas de Bathurst no 2.º lugar, com Valentino Rossi, Maxime Martin e Raffaele Marciello a partilharem a condução.

Desde essa chegada à meta, o carro foi preservado exatamente como terminou a prova: mantém a pátina de competição, as marcas de borracha e o pó de travagem, tudo protegido por uma camada fina de verniz mate. Esta proteção foi aplicada pelo artista Walter Maurer, que também assinou o chassis, transformando a conservação do estado “de corrida” numa parte integrante da peça.

O significado do #46 e o valor para colecionadores

Com o icónico #46 amarelo bem visível na carroçaria e um historial que se lê como um catálogo de resistência moderna, este BMW M4 GT3 vai muito além de um simples automóvel de competição. É um objeto que marca a segunda vida desportiva de Valentino Rossi e, para quem o adquirir, um passe de entrada para um círculo extremamente restrito: o de quem pode dizer que guarda, em casa, um fragmento palpável do mito italiano.

O que torna um GT3 de fábrica apetecível fora da pista

No universo dos GT3, a ligação direta a estruturas como a equipa WRT e à BMW M Motorsport pesa tanto como os resultados. Estes carros são concebidos para resistência, consistência e desempenho em corridas longas, e a sua história competitiva - especialmente quando inclui Le Mans e Bathurst - acrescenta um valor cultural que raramente existe noutros tipos de máquinas de corrida.

Para além do impacto mediático do nome Valentino Rossi, há também um fator de autenticidade: a manutenção do carro “tal como acabou” a prova final cria uma fotografia congelada no tempo. Para colecionadores, museus e espaços de exposição privada, essa integridade visual e documental pode ser tão importante quanto a própria performance do modelo.

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