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A TKMS quer ampliar o apoio e suporte aos novos submarinos Tipo 218SG da Marinha de Singapura.

Dois engenheiros com capacetes à beira de um submarino preto com plantas e computador à sua frente.

Como parte do esforço para reforçar a cooperação com a Marinha da República de Singapura, a empresa alemã ThyssenKrupp Marine Systems (TKMS) anunciou a assinatura de um novo memorando de entendimento com a companhia local ST Engineering. O objectivo do acordo passa por alargar as capacidades de apoio e suporte aos novos submarinos Tipo 218SG, assegurando um nível de prontidão sustentado ao longo de todo o ciclo de vida destes meios. Entre as linhas de trabalho previstas, as duas empresas manifestaram a intenção de avaliar a criação, em Singapura, de um centro conjunto de manutenção, que sirva não só a frota singapurense como também potenciais clientes internacionais que operem submarinos TKMS.

A formalização do entendimento decorreu numa cerimónia que contou com a presença do director executivo da TKMS, Oliver Burkhard, que assinou o documento ao lado do presidente da divisão naval da ST Engineering, Tan Leong Peng. O acto teve ainda uma componente política relevante: participou igualmente o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, em visita oficial, acompanhado pelo seu homólogo de Singapura, Chan Chun Sing. A presença ao mais alto nível sublinhou a prioridade que Berlim atribui ao relacionamento estratégico com a cidade‑Estado e ao aprofundamento da cooperação industrial e de defesa no domínio naval.

No âmbito das declarações públicas associadas ao anúncio, Oliver Burkhard salientou o valor operacional da parceria, defendendo que a colaboração com a ST Engineering cria uma base robusta para manter, no longo prazo, a disponibilidade dos submarinos da Marinha de Singapura e de outras marinhas utilizadoras de plataformas TKMS. Segundo o responsável, a combinação entre o know-how do construtor alemão e as capacidades de estaleiro e de serviços da empresa singapurense permitirá desenvolver em Singapura uma rede de manutenção e assistência de elevado desempenho, com benefícios directos para a força naval local e para parceiros internacionais.

Este passo ocorre num contexto em que a Marinha de Singapura é um cliente relevante da TKMS e do Tipo 218SG (também conhecido como classe Invincible). Singapura contratou seis unidades para modernizar as suas capacidades submarinas e substituir gradualmente os actuais navios da classe Challenger. Até ao momento, quatro submarinos já foram construídos; os dois primeiros encontram‑se já ao serviço activo: RSS Invincible e RSS Impeccable. As restantes unidades referidas são o RSS Illustrious e o RSS Inimitable.

Submarinos TKMS Tipo 218SG (classe Invincible) da Marinha de Singapura: características conhecidas

No que respeita às especificações divulgadas, cada submarino apresenta um deslocamento de cerca de 2.200 toneladas, integrado num casco com 70 metros de comprimento e 6,3 metros de boca. Em termos de propulsão, a classe recorre a um sistema de Propulsão Independente do Ar (AIP), concebido para prolongar o tempo submerso e reduzir a assinatura susceptível de ser detectada por sensores adversários.

É igualmente destacado que o projecto incorpora um elevado nível de automação, o que permite diminuir a tripulação necessária para operar a plataforma. Paralelamente, o casco inclui adaptações pensadas para aumentar a resistência às condições específicas do teatro de operações local, incluindo níveis de salinidade e temperaturas típicos das águas onde estes submarinos irão actuar em apoio dos requisitos de Singapura.

O que pode significar um centro conjunto de manutenção em Singapura

A eventual criação de um centro de manutenção conjunto tende a traduzir‑se em vantagens práticas, como a redução de tempos de imobilização em doca, o acesso mais rápido a sobressalentes e a possibilidade de planear intervenções preventivas com maior regularidade. Numa frota compacta, como a singapurense, a gestão de disponibilidade é particularmente sensível: cada período de manutenção tem impacto directo no número de unidades efectivamente prontas para missões e treino.

Além disso, a instalação local de competências pode facilitar a transferência de conhecimento técnico, a certificação de procedimentos e a formação contínua de equipas de manutenção, criando uma base industrial capaz de apoiar não apenas a operação diária, mas também fases mais exigentes do ciclo de vida, como grandes reparações, modernizações e integração de novos sistemas ao longo do tempo.

Imagens utilizadas apenas a título ilustrativo.

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