O Skoda Enyaq Cargo faz-nos recuar à época em que o mercado estava repleto de derivados de turismos - isto é, ligeiros de passageiros adaptados para ligeiros de mercadorias.
Com a eletrificação, este formato volta a fazer sentido: os elétricos não pagam ISV nem IUC e, no caso das empresas, o IVA pode ser totalmente dedutível. Já existe pelo menos um exemplo, o Citroën ë-C3 Van, embora seja difícil que consiga recuperar a aura de propostas como o Saxo Cup Enterprise ou “uma” Ibiza GT TDI van.
Skoda Enyaq Cargo: conversão e soluções de carga
No SUV elétrico checo, a transformação é assegurada pela empresa Strongs Plastic Products. O Enyaq Cargo abdica dos bancos traseiros e passa a oferecer um piso de carga plano em plástico, com pontos de fixação e divisórias amovíveis.
Como seria de esperar, não falta a clássica - e indispensável - antepara (também em plástico), que separa a área de carga do espaço destinado ao condutor e ao passageiro. Já os vidros traseiros surgem agora escurecidos.
Base técnica: Enyaq 85 e 85x
O Cargo assenta no Enyaq 85 - com motor elétrico traseiro de 210 kW (286 cv), bateria de 82 kWh e até 580 km de autonomia (ciclo WLTP) -, podendo também ser configurado a partir do 85x, que acrescenta tração integral.
Preço e disponibilidade
A conversão tem um custo na ordem dos 2092 euros (+IVA), está limitada ao mercado britânico e é disponibilizada exclusivamente para empresas.
O que muda na utilização diária em contexto profissional
Este tipo de conversão pode ser particularmente apelativo para frotas que privilegiam percursos urbanos e periurbanos, onde a condução silenciosa e o binário imediato dos elétricos facilitam paragens frequentes e arranques constantes. Além disso, a existência de um piso plano, pontos de fixação e divisórias amovíveis ajuda a organizar a carga e a reduzir deslocações indesejadas do material durante o transporte.
Ainda assim, por estar circunscrito ao Reino Unido e reservado ao canal empresarial, o Skoda Enyaq Cargo acaba por ser, para já, uma solução muito específica. Para muitas empresas, a decisão entre um derivado de turismo e uma carrinha de mercadorias “de raiz” continuará a depender de fatores como o tipo de carga, a necessidade de volume útil e as exigências operacionais do dia a dia.
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