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Em Hurlburt Field, tropas de operações especiais da Força Aérea dos EUA (USAF) reforçam o treino de Desactivação de Engenhos Explosivos (EOD) com drones tácticos

Soldado dos EUA controla drone perto de equipamento militar no chão em ambiente desértico ao pôr do sol.

Na base aérea de Hurlburt Field, no estado da Florida, militares de operações especiais da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) estão a reforçar o treino em missões de Desactivação de Engenhos Explosivos (EOD) com recurso a drones tácticos. Esta mudança tecnológica - que, de forma gradual, vai ganhando espaço face aos robôs terrestres tradicionais - evidencia uma aposta clara na inovação e na preparação operacional no âmbito da 1st Special Operations Wing.

Em exercícios realizados em terreno aberto, as equipas EOD têm mostrado, na prática, a vantagem dos drones quando comparados com os robôs convencionais. Enquanto estes últimos exigem transporte e algum tempo de montagem, os drones podem ser lançados a partir de uma mochila em poucos minutos, enviando imagens em tempo real a uma distância segura para o operador. Com câmaras ópticas e térmicas, além de sistemas de digitalização 3D, estes novos equipamentos permitem avaliar ameaças, mapear pistas de aterragem ou registar explosões com uma rapidez e precisão até aqui difíceis de igualar.

A utilização de drones traz também benefícios relevantes para operações de engenharia civil, já que a captação de imagens aéreas fornece referências visuais exactas sobre o estado das pistas, facilitando a detecção de danos e o planeamento de reparações após incidentes. Esta capacidade de gerar modelos digitais detalhados em apenas alguns minutos optimiza a resposta e ajuda a garantir a continuidade das operações aéreas em cenários complexos ou de emergência.

A isto soma-se o avanço na autonomia proporcionado pelos sistemas de inteligência artificial integrados nos drones. Estas funções permitem identificar e seguir alvos, manter posições estáveis e contornar obstáculos com intervenção humana mínima, aumentando a eficiência da missão e reduzindo a exposição do pessoal ao perigo. Na Força Aérea dos EUA reconhece-se que, embora os drones não substituam totalmente os robôs - que continuam a ter vantagens na manipulação física de objectos -, ambos os sistemas podem actuar de forma complementar, alargando o conjunto de recursos tácticos disponíveis.

A rápida incorporação destes sistemas tem sido possível graças à iniciativa local dos esquadrões EOD em Hurlburt Field, que foram os primeiros a adoptar e testar os drones, o que lhes permitiu ultrapassar desafios iniciais e integrar mais depressa estas capacidades nas operações do dia-a-dia.

*Créditos de imagem: DVIDS.

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