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Frente do novo Geely parece decalcada de outra marca

Carro branco moderno estacionado num showroom com janelas amplas e luz natural.

O mercado automóvel chinês ganhou, durante muitos anos, fama por apresentar cópias demasiado evidentes de modelos europeus, americanos e japoneses. Hoje, esse cenário já não é tão linear, mas o recém-apresentado Geely Galaxy Star 6 volta a levantar suspeitas quanto às suas referências estilísticas.

Geely Galaxy Star 6: uma frente que remete para a Mercedes e a AMG

Assim que surgiram as primeiras imagens, a associação foi praticamente imediata. A grelha frontal repete um padrão muito próximo da Panamericana utilizada em vários Mercedes de orientação mais desportiva, frequentemente ligada à assinatura da AMG.

O próprio traço do para-choques e o formato dos grupos óticos parecem seguir a mesma linha de inspiração, sem grande esforço para a disfarçar. Ainda assim, no capítulo da iluminação, há quem defenda que as semelhanças mais diretas não são com a Mercedes, mas antes com alguns modelos da Infiniti.

Na traseira, as comparações com a Volkswagen perdem força (mas não desaparecem)

Na zona posterior, as comparações deixam de ser tão marcantes. Mesmo assim, basta olhar com atenção para a traseira de certos modelos da Volkswagen para perceber porque é que continuam a surgir paralelos - embora com menos impacto do que na dianteira.

Uma ligação acionista que ajuda a explicar a conversa

Há, contudo, um possível enquadramento que torna estas semelhanças visuais menos surpreendentes. Li Shufu, o diretor-executivo da Geely, é também o maior acionista singular da Mercedes-Benz, com uma participação próxima de 10% no construtor alemão. Sem provar qualquer influência direta no desenho, esta relação alimenta inevitavelmente a discussão sobre proximidades estéticas e “linguagens” partilhadas.

Entre inspiração e identidade no mercado automóvel chinês

Num contexto em que o mercado automóvel chinês tem procurado reforçar identidade própria, casos como o do Geely Galaxy Star 6 mostram como a fronteira entre tendência, homenagem e reutilização de códigos visuais continua a ser difícil de traçar. O público, por sua vez, tende a reagir de forma ambivalente: para uns, a familiaridade transmite prestígio; para outros, reaviva o estigma associado às cópias.

Ao mesmo tempo, a globalização do design automóvel torna as semelhanças mais frequentes e, por vezes, inevitáveis - especialmente quando marcas diferentes convergem para os mesmos objetivos: agressividade visual, assinaturas luminosas reconhecíveis e frentes mais imponentes. Ainda assim, quando referências como Panamericana, Mercedes, AMG, Infiniti e até Volkswagen surgem todas na mesma conversa, é difícil pedir que a polémica não se instale.

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