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A Coleção Mansour Ojjeh: 20 McLaren raros vendidos como um único lote

Três carros desportivos McLaren, laranja, amarelo e azul, num showroom moderno com chão branco.

O universo dos leilões automóveis, de tempos a tempos, proporciona transacções dignas de fantasia - quase sempre acompanhadas por números verdadeiramente astronómicos. Um caso emblemático é a Coleção Mansour Ojjeh, composta por 20 exemplares muito especiais da McLaren, reunidos com um critério quase irrepetível.

À semelhança do que aconteceu recentemente com o conjunto de 69 monolugares de Fórmula 1 associado a Bernie Ecclestone, estes 20 McLaren não foram vendidos em separado. Em vez de a coleção ter sido “distribuída” por vários compradores, um único colecionador decidiu adquirir a totalidade do lote, mantendo a integridade do conjunto.

A identidade do novo proprietário não foi divulgada, tal como o valor final da venda. Ainda assim, as estimativas apontam para várias dezenas de milhões de euros. E não é difícil perceber porquê: só um McLaren F1 ultrapassa com facilidade a fasquia dos 20 milhões de euros - e, dentro destas 20 unidades, existem precisamente dois exemplares com utilização (usados). A pergunta impõe-se: o que torna, afinal, esta coleção tão singular?

O que torna a Coleção Mansour Ojjeh tão especial?

O primeiro factor distintivo é a coerência e o rigor: os automóveis foram reunidos com um nível de detalhe pouco comum, com destaque para o facto de muitos deles serem a última unidade produzida de cada versão - uma escolha que acrescenta valor histórico e simbólico, para lá da raridade pura.

Outro ponto essencial é a proveniência. Numa coleção deste calibre, a história por detrás dos carros (quem os encomendou, como foram especificados, como foram mantidos e documentados) pesa tanto quanto os números de produção. É precisamente essa combinação - especificações criteriosas, exclusividade e narrativa - que costuma separar uma “boa garagem” de uma coleção de referência.

Os modelos McLaren na Coleção Mansour Ojjeh (versões e raridades)

Entre os 20 automóveis, para além do já referido McLaren F1, encontram-se todas as variantes do McLaren Senna produzidas até hoje:

  • Senna GTR
  • Senna LM
  • Senna (versão de estrada)

E, tal como acontece com outros modelos do conjunto, a escolha recaiu na última unidade saída da linha de montagem.

A lista continua com outras peças muito desejadas e de disponibilidade limitada, incluindo:

  • um McLaren P1 exclusivo
  • um McLaren P1 GTR
  • um McLaren Elva
  • um McLaren Sabre, modelo do qual foram produzidas apenas 15 unidades

E os modelos “mais comuns”?

Apesar de esta coleção ser dominada por nomes de topo e séries ultra-limitadas, há também espaço para modelos que, por comparação, podem ser considerados mais “correntes” no universo da marca - sem que isso lhes retire interesse, sobretudo quando inseridos num conjunto com esta assinatura.

Aqui surgem os:

  • McLaren 650S
  • McLaren 675LT
  • McLaren 720S
  • McLaren 765LT

Todos eles em Coupé e Spider, assegurando que as principais interpretações de cada geração ficam representadas (tanto em carroçaria fechada como em descapotável).

O Speedtail e o tom “Mansour Orange”

Neste lote não falta também um McLaren Speedtail, descrito como particularmente elegante e configurado no tom obrigatório Mansour Orange. Um detalhe adicional reforça o carácter “intocado” da unidade: o automóvel apresenta a mesma quilometragem que tinha no momento da entrega, sublinhando uma filosofia de preservação que costuma ser determinante em coleções de alto valor.

O que se segue?

Mesmo com a mudança de mãos, é plausível imaginar que a próxima adição natural à Coleção Mansour Ojjeh venha a ser o novo McLaren W1. No entanto, seguindo as “regras” implícitas que orientaram este conjunto - nomeadamente a lógica de esperar pela conclusão da produção - essa entrada só faria sentido depois de todas as restantes unidades terem sido fabricadas, permitindo, novamente, escolher um exemplar com estatuto especial dentro da série.

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