Setembro arranca com sinais mistos para quem abastece em Portugal: a gasolina simples deverá ficar ligeiramente mais barata, enquanto o gasóleo simples deverá registar uma subida moderada.
Segundo as projeções do setor (fonte: ACP), o preço da gasolina simples deverá descer 0,5 cêntimos por litro, ao passo que o preço do gasóleo simples deverá aumentar 0,5 cêntimos por litro.
A concretizarem-se estas previsões, a partir de segunda-feira, 1 de setembro, os valores médios esperados serão:
| Combustível | Variação prevista | Preço médio previsto |
|---|---|---|
| Gasolina simples | -0,5 cêntimos/l | 1,693 €/l |
| Gasóleo simples | +0,5 cêntimos/l | 1,550 €/l |
Os cálculos usados para estas estimativas assentam nos dados divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os valores referentes a quinta-feira, 28 de agosto.
Importa ainda sublinhar que os números publicados pela DGEG já refletem os descontos aplicados pelas gasolineiras, bem como as medidas do Governo atualmente em vigor.
Ainda assim, estes montantes não correspondem necessariamente ao preço final no posto onde abastece: tratam-se de valores médios e indicativos, uma vez que cada revendedor pode definir livremente o preço que pratica. Por isso, é normal existirem diferenças entre marcas, localidades e até entre postos da mesma insígnia.
Além das variações semanais, convém ter em conta que o preço pago pelo consumidor resulta de vários componentes, incluindo cotações internacionais, custos de logística e distribuição, margens comerciais e impostos. Pequenas oscilações (como 0,5 cêntimos/l) podem, ainda assim, traduzir-se em diferenças visíveis ao longo do mês para quem faz muitos quilómetros.
Medidas do Governo e impacto no preço da gasolina simples e do gasóleo simples
Mantêm-se ativas, desde 2022, medidas do Governo destinadas a atenuar a escalada do preço dos combustíveis, incidindo sobretudo sobre o ISP (Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos).
Apesar de o ISP ter aumentado 3 cêntimos por litro este ano, a descida do valor da taxa de carbono acabou por compensar essa subida, pelo que não se verificaram alterações na carga fiscal global sobre os combustíveis.
Somando todos os chamados “descontos fiscais”, o efeito traduz-se numa redução de 17,6 cêntimos por litro no gasóleo e de 19,2 cêntimos por litro na gasolina.
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