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Mercedes passa Dacia. É agora a segunda marca mais vendida em Portugal

Carro Mercedes-Benz prata exposto numa sala de exposição com outros veículos ao fundo.

No fecho do primeiro semestre, Dacia e Mercedes-Benz estavam praticamente empatadas no mercado nacional, separadas por apenas 10 unidades - com ligeira vantagem para os romenos. Em julho, porém, a marca alemã virou o jogo e assumiu a dianteira.

Marcas mais vendidas no mercado nacional em 2025: Mercedes-Benz, Dacia e Peugeot

Em julho, a Mercedes-Benz matriculou 1449 automóveis, ficando acima dos 1328 da Dacia. Este resultado permitiu-lhe subir ao 2.º lugar entre as marcas mais vendidas no acumulado de 2025, agora com 111 unidades de vantagem.

Apesar de ambas terem crescido face a julho de 2024, a diferença no ritmo não chegou para travar a troca de posições: a Dacia avançou 33,1%, enquanto a Mercedes-Benz progrediu 3,9% - ainda assim, o volume mensal dos alemães foi superior e decidiu a classificação.

No topo mantém-se a Peugeot, que continua a ser a líder confortável do mercado nacional. Em julho, as suas vendas aumentaram apenas 1,2% (bem abaixo da subida de 20,6% registada pelo mercado de ligeiros de passageiros), mas o total de 1644 unidades fala por si. No acumulado do ano, a distância para o 2.º classificado já é de quase 4000 unidades.

Top 10 no mercado nacional: crescimento generalizado, com a exceção da Kia

O mercado nacional de ligeiros de passageiros cresceu mais de 20% em julho e, por isso, não surpreende que, dentro das 10 marcas mais vendidas, praticamente todas tenham apresentado sinais positivos. Houve, no entanto, uma exceção: a Kia. A marca sul-coreana recuou quase tanto quanto o mercado subiu. Ainda assim, no acumulado, continua em terreno positivo, com +7,3% e mais de 5400 veículos vendidos.

Em sentido inverso surge a Citroën, que assinou um julho particularmente forte. Entre as dez primeiras, foi a que mais cresceu, mais do que duplicando o resultado de julho de 2024. Mesmo assim, terá de sustentar este andamento para recuperar no total do ano, uma vez que é a única marca do Top 10 nacional que apresenta quebra no acumulado (-10,6%).

Também com desempenhos mensais muito expressivos estiveram a Volkswagen (+72,1%) e a Nissan (+60,3%), enquanto Dacia, Renault e BMW registaram igualmente aumentos de dois dígitos.

Além da fotografia das marcas, vale a pena ter em conta que julho costuma refletir uma mistura de procura de particulares e, sobretudo, de matrículas associadas a frotas e canais empresariais, que podem deslocar volumes relevantes de um mês para o outro. Em anos de recuperação, estas oscilações tendem a ficar mais visíveis no ranking.

Quais as marcas que mais subiram e desceram?

Fora do grupo das dez mais vendidas, várias marcas tiveram crescimentos muito assinaláveis em julho de 2025, com múltiplos casos de mais do que duplicação face ao ano anterior: Alfa Romeo (+160% e 52 un.), Polestar (+146,2% e 32 un.), Skoda (+115,6% e 552 un.), Porsche (+105,3% e 154 un.), MG (+97,5% e 399 un.) e Jeep (+90,3% e 196 un.).

Entre as marcas chinesas, a BYD foi a que mais vendeu em julho, com 447 unidades, o que representa uma subida de 52% em termos homólogos. No acumulado, já ocupa o lugar de 19.ª marca mais vendida em Portugal e está muito perto de ultrapassar a FIAT, ficando a apenas 32 unidades de distância.

Também a XPeng teve um mês relevante: as suas 84 unidades ultrapassaram as vendas de marcas com presença histórica no mercado, como a Honda (80 un.), a Mazda (31 un.) ou a Alfa Romeo (52 un.).

O balanço foi tão favorável que apenas quatro marcas registaram quedas de vendas em julho: além da Kia, também Suzuki, Mazda e Tesla recuaram, e de forma bem mais acentuada, respetivamente -65,8% (13 un.), -53% (31 un.) e -48,5% (284 un.).

No segmento premium, julho foi igualmente muito positivo, ainda que com volumes de um dígito: Aston Martin (8 un.), Bentley (4 un.), Maserati (3 un.) e Ferrari (5 un.) aumentaram as vendas em 300%, 300%, 200% e 150%, pela mesma ordem.

A crescente visibilidade de marcas elétricas e eletrificadas - tanto chinesas como europeias - sugere que a composição do mercado nacional continuará a alterar-se ao longo de 2025, com maior pressão competitiva em preço, equipamento e prazos de entrega, sobretudo nos ligeiros de passageiros.

O mercado nacional em julho de 2025

Julho foi um mês particularmente forte para o mercado nacional em todas as tipologias de veículos - ligeiros e pesados, de passageiros e mercadorias - com subidas face a 2024.

Este desempenho dá um contributo importante para as contas do ano, depois de um arranque de 2025 marcado por registos menos favoráveis. Com a recuperação do verão, o mercado consolida ganhos e soma agora +5,9% no acumulado.

Ainda assim, persistem sinais que merecem atenção: no acumulado, a subida do mercado está essencialmente a ser suportada pelas vendas de ligeiros de passageiros. Já os ligeiros de mercadorias e os pesados (de mercadorias e de passageiros) continuam abaixo dos valores do ano passado. Fique com todos os números:

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