Informação de fonte aberta divulgada na data de hoje indica que navios da Royal Navy britânica e da Marinha Espanhola realizaram missões de vigilância e de escolta a um navio da Marinha Russa durante a sua passagem pelo Estreito de Gibraltar, um dos corredores marítimos mais estratégicos do planeta.
Vigilância no Estreito de Gibraltar durante a passagem do RFS Boikiy
De acordo com a informação ainda limitada disponível, o navio-patrulha britânico HMS Dagger (P296) e o Navio de Acção Marítima espanhol ESPS Furor (P-46) acompanharam o navio de guerra russo RFS Boikiy (532), bem como o navio-tanque mercante General Skobelev, enquanto ambos efectuavam a travessia do estreito em direcção ao Oceano Atlântico. O trânsito decorreu sob um regime de acompanhamento apertado, em linha com os procedimentos habitualmente aplicados pelas marinhas quando estão presentes unidades estrangeiras em pontos de passagem marítima sensíveis.
Apesar de não terem sido divulgados comunicados oficiais pelo Reino Unido ou por Espanha, observadores salientam que o HMS Dagger também teria a incumbência de supervisionar a actuação do navio espanhol durante a operação, no quadro da coordenação entre aliados e dos protocolos de segurança marítima em vigor na área.
Por que razão o Estreito de Gibraltar é um ponto crítico para a NATO
Como é amplamente conhecido, o Estreito de Gibraltar é um nó essencial para o trânsito de navios militares e comerciais entre o Mar Mediterrâneo e o Atlântico, razão pela qual a navegação de unidades russas tende a ser acompanhada de perto por forças da NATO. Desde o início da guerra na Ucrânia, estas actividades de vigilância tornaram-se mais intensas, integrando um padrão sustentado de monitorização naval e de dissuasão.
Para além do valor estratégico, este tipo de acompanhamento enquadra-se, regra geral, numa lógica de segurança e de consciência situacional marítima: identificar unidades, confirmar rotas, registar padrões de navegação e garantir capacidade de resposta rápida caso surja qualquer incidente num dos corredores mais movimentados da região.
Precedentes na Europa: Canal da Mancha, Atlântico Norte e seguimento de unidades russas
Importa referir que episódios semelhantes já foram observados noutras áreas do espaço europeu. Nos últimos anos, navios britânicos - incluindo fragatas da classe Type 23 - têm sido repetidamente destacados para acompanhar a navegação de embarcações militares e logísticas russas tanto no Canal da Mancha como no Atlântico Norte.
Do mesmo modo, unidades da Royal Navy e aeronaves de patrulha marítima P-8A Poseidon têm seguido de perto operações de plataformas russas como o navio de investigação Yantar, especializado em actividades subaquáticas.
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Imagem de capa utilizada apenas para fins ilustrativos.
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