A Zona Militar, que acompanhou a saída do navio logístico ROU 04 “General Artigas” rumo à Campanha Antártica de Verão, ouviu o subsecretário do Ministério da Defesa Nacional do Uruguai, Joel Rodríguez, que confirmou um marco para 2026: a Força Aérea Uruguaia começará finalmente a receber os seus primeiros Embraer A-29 Super Tucano, uma das aquisições mais significativas do país no domínio militar nas últimas décadas.
Entregas dos Embraer A-29 Super Tucano para a Força Aérea Uruguaia
Confrontado com as linhas de acção e os planos de compra actualmente promovidos pelo Ministério, Rodríguez explicou que este será o primeiro ano “com os planos já bem estruturados”, depois de concluído todo o ciclo de preparação orçamental. Nesse enquadramento, indicou que, ao longo deste ano, a Força Aérea irá receber aeronaves - “em particular os Super Tucano”, não na totalidade, mas sim “a maioria” -, sinalizando o arranque efectivo do calendário de entregas por parte da Embraer e, em paralelo, o início do processo de integração deste novo sistema de armas na Força.
Porque é que os A-29 Super Tucano são críticos para a Força Aérea Uruguaia
Tal como a Zona Militar tem vindo a noticiar desde o anúncio inicial do programa, a compra dos A-29 Super Tucano procura repor capacidades consideradas essenciais na Força Aérea Uruguaia, com destaque para:
- vigilância e controlo do espaço aéreo;
- treino avançado;
- ataque ligeiro.
A chegada destas aeronaves acontece num contexto em que vários meios com décadas de utilização estão a atingir limites de disponibilidade e modernização. Um exemplo recorrente é o dos A-37 Dragonfly, cuja prontidão operacional se degradou de forma acentuada nos últimos anos, reduzindo a margem de resposta e a continuidade de missões.
Base Aérea de Durazno: infra-estruturas e preparação de pessoal para o A-29 Super Tucano
Em simultâneo com a recepção das aeronaves, a Força tem vindo a avançar com a adaptação de infra-estruturas e com a preparação do pessoal técnico e operacional. A Base Aérea de Durazno afirma-se como um dos pilares deste esforço, precisamente para garantir que a introdução dos Embraer A-29 Super Tucano se traduza numa capacidade sustentada - e não apenas num acontecimento de impacto mediático.
Este tipo de transição implica, além de espaços e equipamentos de apoio, uma curva de aprendizagem em procedimentos de manutenção, logística e operações. É também nesta fase que se consolidam rotinas de segurança, padrões de disponibilidade e metodologias de treino, determinantes para tirar proveito do investimento ao longo do tempo.
Reequipamento mais amplo: radares, equipamentos e material para o Exército
Na mesma entrevista, Rodríguez alargou o panorama do reequipamento ao referir que, para lá dos Super Tucano, está em curso a aquisição de radares e de equipamento adicional para a Força Aérea, ao mesmo tempo que começam a chegar materiais entretanto comprados para o Exército. Nas suas palavras, “será um ano importante” nesse domínio.
O reforço de sensores e meios de vigilância, em particular, tende a potenciar o valor operacional de aeronaves dedicadas a missões de controlo do espaço aéreo, permitindo uma actuação mais eficaz na detecção, acompanhamento e resposta a ocorrências, bem como uma melhor coordenação entre unidades.
Fotografias utilizadas a título ilustrativo – Força Aérea Brasileira.
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