Saltar para o conteúdo

Dinamarca avança com novo lote de mísseis AMRAAM para os F-35

Dois militares preparam armamento perto de um caça furtivo estacionado numa pista de aeroporto.

Dinamarca, F-35 e mísseis ar-ar AMRAAM: nova encomenda reforça a transição militar

No final de dezembro do ano passado, o governo dos Estados Unidos deu luz verde à সম্ভível venda de mais mísseis ar-ar AMRAAM destinados a equipar a Força Aérea Real Dinamarquesa. Esta operação junta-se a outras autorizações concedidas recentemente ao governo dinamarquês, entre as quais se incluíram um lote anterior de mísseis e aeronaves de patrulha marítima P-8 Poseidon, integradas no programa de Vendas Militares Estrangeiras (FMS).

Ao longo de 2025, a Dinamarca manteve um ritmo constante na substituição dos seus F-16 por caças F-35 de quinta geração, tendo avançado também com conversações e negociações para a eventual compra de um lote suplementar de aeronaves. Esta modernização tem vindo a ser acompanhada por uma adaptação paralela do armamento, essencial para tirar pleno partido das novas plataformas.

Nesse enquadramento, o país tem vindo a reforçar igualmente o seu inventário de mísseis ar-ar, como ficou patente pelas autorizações emitidas em novembro para o AIM-9X Sidewinder Block II e, já em dezembro, para o AIM-120C-8 AMRAAM. Este último contrato contemplava 200 mísseis e estava avaliado em 730 milhões de dólares.

De acordo com a Agência de Cooperação em Defesa e Segurança (DSCA), que comunicou o pedido em 22 de dezembro, a Dinamarca solicitou agora a aquisição de mais um conjunto de mísseis ar-ar AMRAAM, desta vez num total de 236 unidades AIM-120C-8. A proposta foi aprovada pelo Departamento de Estado e enviada ao Congresso dos Estados Unidos para apreciação final.

A RTX Corporation surge como principal fornecedora desta operação, cuja estimativa financeira ascende a 951 milhões de dólares. Na prática, o novo lote reforça a continuidade de um programa de aquisição que tem acompanhado a passagem da aviação de combate dinamarquesa para uma frota mais moderna e interoperável.

Segundo o Departamento de Estado, a venda proposta vai “melhorar a capacidade da Dinamarca para enfrentar ameaças actuais e futuras, assegurando que dispõe de munições ar-ar modernas e eficazes. Esta venda reforçará ainda mais o já elevado nível de interoperabilidade da Força Aérea Dinamarquesa com as Forças Conjuntas dos EUA, bem como com outras forças regionais e da NATO. A Dinamarca não terá dificuldades em integrar estes equipamentos e serviços nas suas forças armadas”.

A renovação simultânea dos caças e do armamento também tem implicações logísticas e operacionais importantes. Ao uniformizar munições, sistemas de apoio e procedimentos de utilização, Copenhaga reduz complexidades de manutenção e treino, ao mesmo tempo que aumenta a prontidão das suas unidades aéreas para operações conjuntas com aliados.

Além disso, a sucessão de autorizações para diferentes tipos de mísseis sugere uma estratégia deliberada de constituição de reservas e de consolidação de stocks, algo particularmente relevante num contexto de maior pressão sobre as cadeias de fornecimento da defesa na Europa. Para um país que aposta fortemente na integração com a NATO, este tipo de investimento ajuda a garantir continuidade operacional e maior capacidade de resposta.

Também poderá interessar-lhe: A UAC terminou 2025 sem qualquer entrega oficial dos novos caças furtivos Su-57 às Forças Aeroespaciais Russas

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário