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Ford Mustang GTD melhora o tempo no Nürburgring e reforça a sua posição no inferno verde

Ford Mustang GT em azul com spoiler traseiro, estacionado em piso de garagem moderna.

O Ford Mustang GTD já tinha feito história no ano passado ao tornar-se o primeiro automóvel norte-americano a baixar da barreira dos sete minutos no Nürburgring-Nordschleife. Na altura, registou 6m57,685s, um marco importante - mas a Ford Performance sabia que havia margem para ir mais longe.

Apesar desse feito, a marca não ficou totalmente satisfeita com a tentativa de 2024, em grande parte porque as condições meteorológicas no circuito alemão foram difíceis e só foi possível completar três voltas cronometradas de forma integral.

Agora, a equipa voltou ao lendário traçado com o piloto Dirk Müller e o resultado foi melhor do que o esperado: o seu próprio recorde foi batido por 5,5 segundos, com uma marca de 6m52,072s.

Com este novo registo, o Mustang GTD passou de quinto para quarto lugar entre os carros de produção mais rápidos no chamado «inferno verde», tendo em conta os 20,832 km de extensão do circuito, segundo a Ford Performance.

Desta vez, o desportivo da Ford conseguiu até superar os 6m56,294s alcançados pelo Porsche 911 GT3 (992.2) com caixa manual. Ainda assim, continua atrás dos 6m48,328s do Porsche 911 GT3 RS (992.1), registados em 2022. Fica a pergunta: terá o Ford Mustang GTD capacidade para recuperar esses 3,7 segundos? Tudo é possível.

Como nota adicional, a Ford Performance não incluiu nas suas contas o Porsche 911 GT2 RS equipado com o Manthey Performance Kit, por não o considerar um carro de produção. Mesmo assim, esse modelo é claramente mais rápido do que o GT3 RS, com um tempo de 6m43,3s. No topo da tabela continua, sem surpresa, o AMG One, com 6m29,09s.

O que mudou no Ford Mustang GTD para baixar ainda mais o tempo no Nürburgring?

Não foi apenas o tempo mais favorável que ajudou o Mustang GTD a tornar-se mais rápido no Nürburgring-Nordschleife. Durante a pausa entre tentativas, a Ford Performance aproveitou para introduzir várias melhorias no seu monstro de 826 cv.

A aerodinâmica foi aperfeiçoada e o chassis recebeu evoluções que aumentaram a rigidez torcional de todo o conjunto. Também houve afinações nos parâmetros do ABS e do controlo de tração, enquanto o motor 5.2 V8 sobrealimentado por compressor passou a contar com uma nova calibração.

Num circuito tão exigente como o Nordschleife, onde a precisão e a estabilidade contam tanto como a potência, estas alterações fazem toda a diferença. Quando a aderência varia de curva para curva e o asfalto não perdoa erros, cada ajuste no comportamento do carro pode traduzir-se em décimos preciosos - e, no fim, em segundos inteiros.

Este novo resultado mostra também que o Mustang GTD não depende apenas da força bruta. O que a Ford conseguiu foi tornar o carro mais equilibrado e mais eficiente em ritmo de volta rápida, sem perder o carácter agressivo que o distingue.

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