Uma nova imagem divulgada nas redes sociais veio mostrar, pela primeira vez, um dos novos J-16D da Força Aérea Chinesa armado com mísseis ar-ar PL-15. Este aparelho é um dos principais meios de que a gigante asiática dispõe para missões de guerra eletrónica. Até agora, o modelo só tinha sido visto com este tipo de armamento em exposições estáticas em salões aeronáuticos, onde se confirmava também que a variante não tem sistemas IRST nem o canhão interno de 30 mm do desenho original.
Ao observar melhor a fotografia, percebe-se que o referido J-16D leva um PL-15 sob cada asa, além de pods de interferência RKZ930-xx montados de ambos os lados e ainda um terceiro pod na posição central, entre os motores, assinalado por uma seta na imagem original. Para alguns analistas, isto pode significar que o avião já anda a operar com este tipo de armamento há algum tempo para cumprir as suas missões, abrindo a hipótese de a foto ter sido tirada durante exercícios com tiro real.
Convém recordar que estes mísseis ar-ar são estimados por fontes ocidentais como tendo um alcance de cerca de 200 quilómetros, destacando-se por integrarem um seeker de radar AESA e um sistema de data link que lhes permite receber atualizações em tempo real sobre os alvos. O seu uso efetivo em combate também já foi registado, uma vez que fazem parte do armamento dos J-10C da Força Aérea do Paquistão, aos quais é atribuído o abate de caças Rafale operados pela Índia durante a Operação Sindoor.
Outro ponto que tem suscitado dúvidas entre analistas OSINT é que, tendo em conta as dimensões e a forma do míssil PL-15, existe a possibilidade de o J-16D também conseguir transportar mísseis antirradição LD-8A. Embora este tipo de pormenor seja normalmente mantido sob forte sigilo, isso daria à plataforma maior flexibilidade para atuar em ambientes modernos, algo que também se pode inferir dos vários tipos de pods especializados que consegue integrar em diferentes configurações. A sua função principal, segundo relatos locais anteriores, seria dar apoio às deslocações do caça furtivo J-20.
Por fim, importa referir que a gigante asiática não utiliza apenas o J-16D como plataforma de guerra eletrónica, recorrendo também ao chamado Y-9LG para esse tipo de missões. Trata-se de uma aeronave turboélice quadrimotora operada pela Força Aérea Chinesa, cujo desenho faz lembrar o transporte Shaanxi Y-9, mas com a adição de uma grande antena em forma de viga montada no topo da fuselagem. De acordo com os registos disponíveis, a sua primeira aparição oficial ocorreu em 2024, quando participou no exercício Falcon Strike, na Tailândia.
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