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Mercedes-Benz Vision V, VLE e VLS: luxo elétrico e espaço em grande escala

Mercedes-Benz Vision V branco estacionado em espaço interior, vista frontal ligeiramente lateral direita.

O Mercedes-Benz Classe S vai ganhar um novo membro da família, com dimensões enormes, já no próximo ano. Não, não se trata de uma nova versão do EQS, mas sim do futuro VLS, antecipado pelo protótipo Vision V.

Esta futura proposta elétrica quer ir muito além de substituir o Classe V: pretende colocá-lo num patamar superior, com especial atenção ao mercado chinês. A mudança traz também uma nova nomenclatura: VLE e VLS, agora interpretadas como elétricos de luxo e espaço de luxo.

A aposta da Mercedes-Benz neste formato mostra bem a importância crescente deste tipo de veículo em mercados onde o conforto atrás, a imagem de representação e a versatilidade contam tanto como a mecânica. Em muitos casos, estes modelos são vistos como verdadeiras salas privativas sobre rodas, pensadas para executivos, hotéis e transferes de alto nível.

No fundo, a marca quer entrar com mais força num segmento em que o espaço interior e a experiência a bordo podem ser tão decisivos como a autonomia ou o estilo exterior. E, pelo que o Vision V deixa antever, a Mercedes-Benz não quer apenas competir: quer marcar distância.

Uma presença que impõe respeito

O exterior do Vision V não passa despercebido. A frente é dominada por uma grelha cromada com três faixas de vidro iluminado, coroada por uma estrela luminosa da Mercedes-Benz no capô, em sintonia com os elementos luminosos sob os faróis, que servem de indicadores de mudança de direção.

Nos pilares B existem ecrãs de boas-vindas, enquanto a porta lateral elétrica e o estribo retrátil iluminado tornam a entrada mais fácil. As portas dianteiras também se abrem automaticamente, reforçando a aposta no segmento de luxo.

Mas talvez o que mais impressione seja o porte: 5,48 m de comprimento e 3,53 m de distância entre eixos. As rodas acompanham essa escala sem hesitações: 24″.

Um verdadeiro salão sobre rodas

No interior, o Vision V assume-se como um autêntico espaço de requinte. Duas poltronas reclináveis, iluminação ambiente cuidadosamente trabalhada, um ecrã de 65”, 42 altifalantes e uma consola central com montra, painel tátil e mesa rebatível compõem este ambiente.

Na frente, o Super ecrã estende-se de uma ponta à outra na base do para-brisas e integra três ecrãs contínuos com gráficos em tempo real, navegação tridimensional e informação dos sistemas de assistência à condução.

A zona traseira fica separada do posto de condução por um vidro inteligente, capaz de passar de transparente a opaco em milésimos de segundo graças à nanotecnologia. Esta solução bloqueia 99% da luz direta sem prejudicar a visibilidade.

O habitáculo pode assumir várias configurações, consoante a utilização pretendida: desde uma sala de entretenimento até um escritório em movimento. Existem vários modos de utilização que alteram a experiência a bordo, mexendo na iluminação ambiente, no tipo de som ou música e na posição dos lugares.

Quando chega?

O Mercedes-Benz Vision V estará em exibição no Salão de Xangai 2025, que arranca a 23 de abril. Serve de antevisão aos futuros VLE e VLS, que chegarão no primeiro trimestre de 2026. Ambos assentarão na nova plataforma elétrica V.EA, com arquitetura de 800 V, tração integral e autonomia anunciada até 500 km.

Para reforçar a autonomia elétrica no dia a dia, o protótipo traz um tejadilho solar pensado para acrescentar 22 km, partindo de um consumo médio que deverá rondar os 15,5 kWh/100 km. Resta saber se esta solução passará para a versão final de produção em série.

Os dois modelos, Mercedes-Benz VLE e VLS, representam um desafio considerável para a concorrência internacional, onde se incluem propostas como o Volvo EM90, Lexus LM, Toyota Alphard, Zeekr 009, Kia Carnival, Voyah Dream e Denza D9.

Versão de carga

Durante o próximo ano será também lançada uma versão de carga, mais simples e funcional, sem cromados nem elementos de luxo.

Esta variante elétrica coexistirá, durante algum tempo, com a Sprinter a gasóleo, que continua a ser produzida sobre a plataforma antiga e mantém relevância devido à forte procura por modelos com motor de combustão.

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