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CIMEFOR 2026 arranca em Villarrica com forte aposta na formação e na presença feminina

Mulheres militares em uniforme formando fila ao ar livre com montanha ao fundo, recepção de ordens.

Numa cerimónia realizada na 2.ª Divisão de Infantaria, na cidade de Villarrica, departamento de Guairá, a 172 quilómetros a sudeste de Assunção, capital do Paraguai, o presidente da República e comandante-em-chefe das Forças Armadas, Santiago Peña, deu início aos cursos que serão ministrados este ano pelo Centro de Instrução Militar e Formação de Oficiais de Reserva (CIMEFOR).

O CIMEFOR 2026 contará com uma participação histórica de mais de 3.000 jovens de todo o país, distribuídos por todos os ramos castrenses, num marco sem precedentes: 62% dos inscritos são mulheres corajosas, o que reforça de forma clara a inclusão nas Forças Armadas paraguaias.

Sinto-me profundamente orgulhoso ao ver esta nova geração abraçar a disciplina e o serviço; o vosso compromisso é a prova viva de que o renascer do Paraguai está nas mãos de jovens que amam intensamente o seu país”, afirmou o presidente Peña no discurso de abertura perante os candidatos a oficiais que receberam o respetivo equipamento.

Durante o ato na 2.ª Divisão de Infantaria de Villarrica, Peña inaugurou também o novo Pavilhão da 2.ª Companhia de Fuzileiras, uma unidade de alojamento digna para o pessoal militar feminino. A obra resulta de um acordo entre o Ministério da Defesa Nacional, as Forças Armadas e a Governação do Guairá, reafirmando o compromisso do Estado com o bem-estar das tropas.

CIMEFOR 2026 e a formação de jovens nas Forças Armadas

O coronel Javier Santander, comandante do CIMEFOR, sublinhou a evolução histórica do centro e a sua importância atual: “O treino militar tem sido um processo contínuo, no qual a tática, a estratégia e os objetivos das operações militares têm evoluído permanentemente ao longo da história, algo essencial para o cumprimento eficiente das diferentes tarefas inerentes à vida militar. Daí decorre a importância desta atividade que hoje iniciamos”.

Santander recordou as origens do CIMEFOR em 1927, a sua formalização por decreto em 1944 sob a responsabilidade do veterano da Guerra do Chaco, coronel Heriberto Florentín, e a sua descentralização em 1996. Também destacou: “O nosso compromisso não se limita apenas à formação militar, porque entendemos que servir a pátria exige formar cidadãos com princípios éticos e competências sólidas, capazes de harmonizar disciplina, conhecimento e valores”.

O ministro da Defesa Nacional, general (R) Óscar González, salientou a confiança que a população deposita nas Forças Armadas, o que explica a adesão de tantos jovens ao CIMEFOR. “É fundamental demonstrar que a Defesa Nacional e o desenvolvimento devem caminhar lado a lado. As Forças Armadas da Nação desempenham missões de defesa, de segurança e de carácter humanitário, respondendo às necessidades dos compatriotas em todo o país. Este compromisso inabalável com o bem-estar e a defesa da população sustenta a base do apoio cidadão à nossa instituição”.

A abertura desta nova etapa formativa surge também como uma oportunidade para consolidar competências de liderança, trabalho em equipa e sentido de responsabilidade entre os participantes. Para muitos destes jovens, o CIMEFOR representa não só um espaço de instrução militar, mas também uma experiência de crescimento pessoal e de serviço à comunidade.

Ao mesmo tempo, o aumento da participação feminina confirma uma mudança significativa na composição das fileiras e na perceção social do papel das mulheres na defesa nacional. A presença maioritária de candidatas, além de simbolizar inclusão, evidencia a evolução institucional para um modelo mais representativo e alinhado com as exigências contemporâneas das Forças Armadas.

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