Na próxima quinta-feira, 8 de janeiro, a fragata Almirante Juan de Borbón, da Armada Espanhola, larga do Arsenal Militar de Ferrol para dar início a um destacamento operacional de quatro meses. Durante este período, o navio vai integrar o Agrupamento Naval Permanente n.º 1 da NATO (SNMG-1), uma das forças navais permanentes da Aliança Atlântica, que atua sobretudo nas águas do norte da Europa. A sua missão está centrada em dissuasão, defesa coletiva, presença naval e interoperabilidade entre as marinhas dos países aliados.
Comando espanhol a bordo em Den Helder
Ao longo deste destacamento, o Estado-Maior do Agrupamento Naval Permanente n.º 1 ficará instalado a bordo da fragata espanhola. O comando da força (COMSNMG1) será assegurado maioritariamente por militares espanhóis e ficará sob a responsabilidade do contra-almirante Joaquín Ruiz Escagedo. A passagem de comando e a assunção da liderança por parte de Espanha terão lugar no porto de Den Helder, nos Países Baixos.
Preparação, treino e prontidão operacional
A saída para este destacamento resulta de um exigente processo de preparação e treino, que permitiu à fragata obter a sua qualificação operacional. A este propósito, o comandante do navio, Romero Contreras, sublinhou que a preparação e a prontidão são elementos decisivos para garantir os mais elevados níveis de eficiência durante a navegação. Em suas palavras, o navio está pronto para liderar a operação da Aliança.
Missões desta natureza exigem uma coordenação muito estreita entre meios de diferentes países, tanto ao nível das comunicações como na execução de procedimentos táticos comuns. É precisamente essa capacidade de atuar em conjunto que reforça a utilidade das forças permanentes da NATO, permitindo uma resposta mais rápida e coerente perante qualquer cenário.
Meios embarcados e reforço da guarnição
Para além da guarnição habitual, a fragata leva a bordo uma Unidade Aérea Embarcada (UNAEMB) da 10.ª Esquadrilha de Aeronaves da Armada, equipada com um helicóptero SH60B, bem como pilotos e pessoal de manutenção. Conta ainda com uma Equipa Operacional de Segurança (EOS) da Infantaria de Marinha do Terço de Levante, além de pessoal destacado, entre os quais um médico e um controlador de aeronaves no mar.
Fragata Almirante Juan de Borbón e capacidades da classe Álvaro de Bazán
A fragata Almirante Juan de Borbón é a segunda unidade da classe Álvaro de Bazán (F-100) e integra a 31.ª Esquadrilha de Superfície. Trata-se de um escolta polivalente equipado com o sistema de combate AEGIS, o que lhe confere uma elevada capacidade de guerra antiaérea, além de aptidões para enfrentar ameaças de superfície e submarinas em cenários de intensidade diversa.
Num comunicado divulgado a 6 de janeiro de 2024, quando o navio iniciava a sua participação na SNMG-1 daquele momento, o Estado-Maior da Defesa explicou que a unidade é capaz de proteger uma força naval face a diferentes ameaças, sejam elas aéreas, de superfície ou submarinas, em contextos de alta, média ou baixa intensidade. O texto acrescentava ainda que o navio pode desempenhar outras missões, como gestão e prevenção de crises, operações de ajuda humanitária e embargo naval, entre outras.
Contributo para a NATO até abril
Segundo o previsto, a fragata permanecerá integrada na SNMG-1 até ao início de abril. Com este destacamento, Espanha mantém o seu contributo para as operações navais permanentes da NATO e reforça a cooperação e a interoperabilidade com o restante dispositivo aliado no domínio marítimo.
Imagens cedidas pela Armada Espanhola.
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