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Tesla Model Y mais barato: produção do E41 volta a atrasar

Carro elétrico branco Tesla Model Y estacionado em interior com estação de carregamento ao lado.

O Tesla Model Y mais barato, há vários meses prometido, deverá ser uma versão mais compacta e mais acessível do modelo mais vendido da marca.

Este será o primeiro de uma nova geração de modelos de entrada que a Tesla planeava lançar no primeiro semestre deste ano, mas, segundo três fontes internas citadas pela Reuters, a estreia foi novamente adiada.

Conhecido internamente pelo nome de código E41, o novo modelo deverá começar a ser produzido nos Estados Unidos apenas no terceiro trimestre de 2025 e poderá ainda derrapar para 2026.

A marca não esclareceu as razões para o adiamento, mas a entrada em vigor de tarifas norte-americanas também sobre componentes automóveis já no próximo mês poderá ter pesado na decisão. Embora a produção esteja prevista para território norte-americano, vários componentes continuam a ser importados da China.

De acordo com o jornal chinês 36Kr, o E41 deverá custar cerca de 20% menos a produzir do que o Model Y atual, sobretudo devido à redução do equipamento de série.

Além da produção nos EUA, o Tesla Model Y mais barato deverá também ser fabricado na China a partir de 2026, e a sua comercialização na Europa é igualmente esperada - ainda sem data confirmada.

A chegada deste modelo pode ser especialmente importante num momento em que a Tesla procura equilibrar preço, margens e procura. Ao simplificar a gama, a empresa ganha espaço para chegar a clientes que têm adiado a compra de um veículo elétrico por razões de custo, ao mesmo tempo que tenta manter a competitividade face a rivais cada vez mais agressivos.

As vendas da Tesla precisam de subir

A Tesla tem vindo a registar recuos nas vendas em praticamente todos os mercados onde opera. Entre janeiro e março, a fabricante norte-americana entregou 336 681 veículos a nível global - menos 12,96% face ao mesmo período de 2024, quando tinha entregue 386 810 unidades. Foi o valor mais baixo dos últimos três anos e ficou bastante aquém das previsões dos analistas, que apontavam para 360 a 370 mil unidades.

O objetivo do novo modelo, o E41, passa por reforçar a presença da Tesla nos segmentos mais acessíveis, tirar melhor partido da capacidade produtiva das suas fábricas e travar a trajetória descendente das vendas, num contexto em que a concorrência nunca foi tão intensa.

A médio prazo, a aposta num modelo mais barato pode também ser decisiva para a Tesla recuperar volume em mercados sensíveis ao preço, onde a procura por elétricos continua dependente de incentivos, taxas de financiamento e diferença face aos combustíveis tradicionais. Se o E41 cumprir a promessa de um custo de produção mais baixo, a marca poderá ganhar margem para ajustar o preço final sem comprometer tanto a rentabilidade.

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