O Exército Brasileiro validou a diretriz que dá início ao projecto de implementação da Companhia de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (Cia SARP) no Batalhão de Precursores (B Prec), conforme divulgado no Boletim do Exército de 10 de abril e previsto no documento EB20-D-03.161.
A decisão enquadra-se numa aposta mais ampla na modernização das capacidades táticas, com a integração de meios não tripulados capazes de reforçar a observação do terreno, a recolha de informação e a resposta em cenários operacionais mais complexos. Além de ampliar a eficiência das missões, esta nova estrutura também deverá facilitar a articulação entre sensores, comunicações e sistemas de apoio ao combate.
Companhia de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas: novas capacidades e integração Anti-SARP
A nova unidade foi concebida para reunir e consolidar capacidades operacionais assentes em sistemas de aeronaves remotamente pilotadas, abrangendo inteligência, vigilância, reconhecimento e ligação a meios de defesa Anti-SARP.
De acordo com a diretriz aprovada, a Companhia ficará equipada com SARP armados de Categoria 1 e com capacidades Anti-SARP, o que alarga significativamente o seu âmbito de actuação para lá do emprego tradicional de aeronaves não tripuladas em contexto militar.
A criação desta estrutura também contempla a integração de meios para controlo do espaço aéreo de baixa altura, guerra electrónica aplicada e sensores remotos, bem como o uso coordenado de sistemas não tripulados em ambiente operacional.
Outro efeito esperado é a melhoria da coordenação entre plataformas, uma vez que a utilização combinada de aeronaves remotamente pilotadas, sensores e guerra electrónica exige procedimentos comuns, treino específico e uma cadeia de comando capaz de reagir com rapidez a ameaças dinâmicas.
Estrutura organizacional da Cia SARP e o papel do Batalhão de Precursores
A organização da Cia SARP será composta pelo Comando da Companhia, pela Secção de Coordenação e Controlo (SCC) e por dois Destacamentos SARP, tendo como base o actual Pelotão de Apoio às Operações da Companhia de Comando e Apoio (CCAP).
Elevado a esta condição em janeiro de 2025, o Batalhão de Precursores passará a funcionar como o centro da nova capacidade, reforçando a sua missão de reconhecimento avançado e de apoio às operações aeroterrestres.
A iniciativa acompanha a crescente incorporação de sistemas não tripulados e de capacidades Anti-SARP nas forças armadas, em linha com tendências já observadas em conflitos recentes, nos quais o domínio do espaço aéreo de baixa altitude passou a ter um peso decisivo.
Com a implementação da Cia SARP, o Exército Brasileiro avança na consolidação de uma estrutura dedicada ao emprego integrado de aeronaves remotamente pilotadas, sensores e guerra electrónica ao nível táctico.
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