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Os EUA vão doar sensores de vigilância para equipar os A-29 Super Tucano da Força Aérea do Uruguai.

Piloto em uniforme com equipamento de monitorização ao lado de avião branco numa pista de aeroporto.

A Embaixada dos Estados Unidos no Uruguai revelou, há poucas horas, que será entregue ao país um conjunto de sensores de inteligência, vigilância e reconhecimento para reforçar os aviões de ataque ligeiro Embraer A-29 Super Tucano recentemente recebidos pela Força Aérea Uruguaia. O apoio, financiado pelos Estados Unidos, está avaliado em 5 milhões de dólares.

Segundo a missão diplomática norte-americana em Montevideu, trata-se de sensores ISR (Inteligência, Vigilância e Reconhecimento) destinados a “equipar os seus Super Tucano novinhos em folha e, assim, permitir o acompanhamento e o controlo do território a partir do ar”. A mesma publicação sublinha que a segurança regional continua a ser uma prioridade partilhada por Washington e pelo Uruguai.

“Esta doação, no valor aproximado de 5 milhões de dólares e financiada pelo Governo dos Estados Unidos, constitui mais um elo na forte corrente de contributos que o nosso país presta ao Uruguai em matéria de Defesa e Segurança”, destacou a embaixada numa publicação na rede X.

Embora a embaixada não tenha avançado mais pormenores, o equipamento em causa deverá corresponder a uma torre multissensor EO/IR estabilizada por giroscópio. O Embraer A-29 Super Tucano pode receber sistemas das famílias Star SAFIRE ou BRITE Star, ambas da FLIR, entre outras opções compatíveis.

Este tipo de plataforma multissensorial oferece várias capacidades, incluindo detecção, identificação e seguimento de alvos terrestres, fluviais, marítimos ou aéreos, mesmo sob condições meteorológicas adversas. Consoante o nível de sofisticação, estes sistemas podem ainda integrar um designador laser, permitindo a utilização de munições guiadas, como bombas ou foguetes.

A combinação de sensores eletro-ópticos e infravermelhos torna estas aeronaves particularmente úteis em missões em que a observação precisa e a rapidez de reacção são decisivas. Em cenários de vigilância de fronteiras, combate a actividades ilícitas ou apoio a operações de segurança interna, a capacidade de recolher informação em tempo real pode fazer a diferença entre detectar uma ameaça e chegar demasiado tarde.

Força Aérea Uruguaia e Embraer A-29 Super Tucano

Em meados de Fevereiro deste ano, a Força Aérea Uruguaia (FAU) assinalou um momento importante ao incorporar oficialmente as suas duas primeiras aeronaves de ataque ligeiro Embraer A-29 Super Tucano, com as matrículas FAU 250 e FAU 251.

O contrato assinado entre a FAU e a Embraer no final de 2024 prevê a entrega de seis A-29 Super Tucano, acompanhados por um pacote logístico que inclui um simulador de voo, equipamento de missão e apoio técnico integral. Durante a entrega das duas primeiras aeronaves, Bosco da Costa Júnior, presidente e director-geral da Embraer Defesa e Segurança, afirmou: “É uma honra entregar os primeiros A-29 Super Tucano à Força Aérea Uruguaia. Este marco reforça uma parceria consolidada há mais de 50 anos”.

Com a entrada em serviço do Embraer A-29 Super Tucano, a Força Aérea Uruguaia deverá registar um salto qualitativo e quantitativo nas suas capacidades aéreas, passando a dispor de um meio mais moderno para substituir o IA-58 Pucará, já desactivado, bem como o veterano avião de ataque A-37B Dragonfly.

Os Super Tucano vão permitir à Força Aérea Uruguaia reforçar de forma significativa a sua resposta em missões de formação avançada, patrulhamento e controlo do espaço aéreo.

Capacidades ISR para o A-29 Super Tucano

A integração de sensores ISR nos A-29 também pode ampliar o valor operacional destas aeronaves em missões combinadas, sobretudo quando é necessário alternar entre vigilância discreta, observação prolongada e intervenção rápida. Em forças aéreas de dimensão reduzida, este tipo de solução é especialmente relevante porque maximiza a utilidade de cada voo e aumenta a flexibilidade da frota.

Num país com uma extensa zona terrestre, fluvial e marítima a acompanhar, a capacidade de observar o território a partir do ar permite apoiar melhor as autoridades civis e militares, desde o controlo do espaço aéreo até ao apoio a operações de busca e salvamento.

Imagem de capa apenas ilustrativa. Créditos: FAU

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