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Exército Brasileiro incorpora retroescavadora blindada ao seu inventário operacional

Soldado brasileiro junto a uma máquina escavadora a demolir uma parede de blocos de cimento.

Arsenal de Guerra do Rio reforça a blindagem de veículos de engenharia

O Exército Brasileiro passou a contar com uma retroescavadora blindada no seu inventário operacional, reforçando a proteção dos seus meios de engenharia em ambientes de risco. O equipamento, uma Caterpillar 416F2, foi entregue em 27 de março ao 1.º Batalhão de Engenharia de Combate Escola, já equipada com um kit de proteção balística desenvolvido no Brasil.

O projeto está a ser conduzido pelo Arsenal de Guerra do Rio (AGR) e integra uma iniciativa orientada para a nacionalização e adaptação de blindagens para veículos de engenharia, com enfoque na proteção das guarnições em operações sensíveis.

Esta é a segunda solução desenvolvida pelo AGR no âmbito deste programa. O primeiro projeto consistiu na blindagem da pá carregadora Caterpillar 924H, apresentada em 2022, assinalando o início da adaptação de plataformas civis para utilização em cenários operacionais mais exigentes.

O desenvolvimento dos kits de blindagem envolve a Secção de Projetos de Engenharia e a Divisão Industrial do AGR, com recurso a modelação digital avançada e software de engenharia. O processo inclui ainda a utilização de ligas metálicas específicas, procurando equilibrar a proteção balística com o desempenho do equipamento.

A procura por este programa surgiu da Direção de Material de Engenharia (DME), que identificou a necessidade de reforçar a proteção dos meios utilizados em operações reais. A iniciativa prevê a sua expansão para outras plataformas, incluindo minicarregadoras multifunções.

Um dos principais desafios do projeto consiste em integrar a blindagem sem comprometer a visibilidade do operador nem a funcionalidade dos sistemas. Ao contrário dos veículos militares tradicionais, os equipamentos de engenharia exigem precisão e mobilidade, o que impõe requisitos adicionais ao desenvolvimento.

Na prática, a incorporação destes kits de blindagem amplia a capacidade de intervenção em operações como abertura de vias, remoção de obstáculos e apoio a tropas em zonas urbanas ou sob ameaça, permitindo maior segurança para os operadores.

Este tipo de solução também contribui para prolongar a utilidade operacional de plataformas já existentes, ao permitir a sua adaptação a cenários com maior exposição a riscos. Além disso, a padronização de kits pode facilitar futuras manutenções e apoiar uma gestão mais eficiente dos recursos de engenharia.

Com mais de 250 anos de história, o Arsenal de Guerra do Rio reforça o seu papel na Base Industrial de Defesa ao desenvolver soluções orientadas para as necessidades operacionais da Força Terrestre, consolidando a sua atuação na modernização de meios e na criação de novas capacidades.

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