Comando de Fronteira Solimões regista sucessivos confrontos armados durante patrulhas no Amazonas
Militares do Exército Brasileiro foram alvo de ataques armados na região fronteiriça entre o Brasil e a Colômbia, no seguimento de uma série de confrontos ocorridos nas últimas semanas na área do Comando de Fronteira Solimões, no estado do Amazonas. Segundo informações divulgadas com base em dados da Justiça Militar da União, os episódios envolveram militares do Comando de Fronteira Solimões, unidade subordinada ao 8.º Batalhão de Infantaria de Selva, durante operações de patrulhamento na região.
O primeiro contacto deu-se em 24 de março, quando uma patrulha realizava reconhecimento na zona do Igarapé Urutaui, local conhecido por fazer parte de rotas utilizadas pelo tráfico internacional de droga. Nessa ocasião, os militares depararam-se com quatro indivíduos armados.
De acordo com os relatos, um dos suspeitos, empunhando uma espingarda automática, abriu fogo contra a tropa, que respondeu aos disparos. Depois da troca de tiros, os indivíduos fugiram pela floresta, aproveitando a vegetação densa da região para escapar.
No dia 30 de março, os militares voltaram a ser atacados. Durante uma pausa para se alimentarem, a tropa foi surpreendida por disparos vindos da vegetação, o que deu origem a um novo confronto e levou ao pedido de reforços.
Com a chegada de apoio no dia seguinte, a operação foi retomada. Cerca de vinte minutos depois do reinício das ações, os militares voltaram a ser alvo de disparos, configurando um terceiro contacto com os mesmos indivíduos ou com o mesmo grupo.
No confronto mais violento, um dos suspeitos ficou gravemente ferido e acabou por não sobreviver. Outro foi detido no local, enquanto dois conseguiram fugir.
O detido, um cidadão colombiano de 25 anos, afirmou em audiência de controlo da detenção que participava no transporte de droga na área. Permanece sob custódia e responde por tráfico internacional de droga e por resistência com violência contra militares em serviço, estando o caso a ser analisado pela Justiça Militar da União.
As operações nesta faixa da Amazónia decorrem num ambiente particularmente complexo, marcado por floresta fechada, acessos limitados e grande dificuldade de vigilância. Nessas condições, as patrulhas terrestres ficam mais expostas a emboscadas, sobretudo em pontos usados como corredores de passagem para atividades ilícitas.
A pressão do narcotráfico na fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru tem levado as autoridades a reforçar ações de interdição e controlo territorial. Para além do impacto operacional, estes episódios evidenciam também o risco acrescido para os militares destacados em missões de patrulhamento em zonas remotas.
Fotografia de capa utilizada apenas para fins ilustrativos.
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