Ao longo de ontem, o Comando Aéreo Aliado da NATO anunciou que dois caças Rafale B destacados pela Força Aérea e Espacial Francesa na Lituânia intercetaram uma aeronave de reconhecimento russa Il-20 que voava na região sul do mar Báltico. Segundo a informação disponível, os aparelhos franceses descolaram da Base Aérea de Šiauliai depois de o Comando Aéreo Aliado ter acionado um alerta Alfa, sendo essa base um ponto central para o destacamento de meios envolvidos em missões de policiamento aéreo no flanco norte da Aliança.
Este tipo de operação é uma peça essencial da vigilância aérea da NATO, porque permite identificar rapidamente aeronaves desconhecidas, acompanhar os seus movimentos e garantir uma resposta coordenada sempre que surgem voos sem plano ou sem contacto adequado com os centros de controlo aliados. No espaço aéreo do Báltico, onde a proximidade entre fronteiras torna este trabalho particularmente sensível, a prontidão das forças destacadas assume ainda maior importância.
Citanto a mensagem divulgada nas redes sociais pelo Comando Aéreo Aliado:
“Dois Rafale B da Força Aérea e Espacial Francesa descolaram hoje de Šiauliai na sequência de uma descolagem de alerta Alfa da NATO. As tripulações identificaram em segurança e escoltaram em segurança uma aeronave de reconhecimento russa Il-20 que voava sobre a região sul do mar Báltico, ao longo do espaço aéreo da Lituânia, da Letónia e da Estónia. Esta foi a primeira interceção realizada pelo destacamento francês desde o início da sua missão de Policiamento Aéreo do Báltico, em 1 de abril.”
Convém recordar, a este respeito, que a Força Aérea e Espacial Francesa assumiu o lugar de um destacamento anteriormente estacionado na região pela sua congénere espanhola, substituição que foi formalmente concluída durante março. Para cumprir as suas obrigações no âmbito das operações de policiamento aéreo, Paris destacou quatro caças Rafale para a já referida Base Aérea de Šiauliai, onde foram integrados no sistema integrado de defesa aérea e antimíssil da NATO como força de reação rápida; importa também sublinhar que a Lituânia, enquanto país anfitrião, não dispõe de caças próprios capazes de executar esta missão.
Esta missão em território lituano representa o nono desdobramento da Força Aérea e Espacial Francesa naquele país. Nesta rotação participam também caças F-16 da Força Aérea Romena. Além disso, o ramo francês também já contribuiu para a vigilância do espaço aéreo da NATO a partir da Base Aérea de Ämari, na Estónia, o que evidencia uma presença continuada ao longo dos anos.
A participação recorrente de diferentes aliados nestas missões reforça a lógica de partilha de responsabilidades dentro da NATO e assegura que os Estados bálticos mantêm cobertura aérea permanente, mesmo sem disporem de meios de combate próprios. Ao mesmo tempo, estas rotações servem para treinar procedimentos conjuntos, melhorar a interoperabilidade e manter elevada a prontidão operacional num dos setores mais vigiados da Aliança.
Finalmente, não deve ficar por referir que, já no início desta mesma semana, também foi noticiada a interceção no Báltico de uma aeronave de transporte Il-76 das Forças Aeroespaciais Russas. Nesse caso, a operação foi executada por caças F-16 da Força Aérea Portuguesa, baseados na mesma Base Aérea de Ämari, onde tinham chegado recentemente para substituir os meios destacados pela Força Aérea Italiana.
Imagens utilizadas apenas para fins ilustrativos
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