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Sofema revela o PROTEUS 2.0: nova aposta anti-drones do Exército de Terra francês

Soldado francês a operar drones com controlo remoto numa área rural com casas ao fundo.

Sofema, DGA e o sistema PROTEUS 2.0

Numa breve comunicação publicada ontem nas suas redes sociais, a Sofema deu conta de que o Exército de Terra francês está a preparar o reforço da sua capacidade anti-drones através do desenvolvimento do novo sistema PROTEUS 2.0, cujo fabricante afirma já estar pronto para produção em larga escala. De acordo com a publicação, trata-se de uma plataforma que virá equipada com um novo sistema de pontaria e com inteligência artificial, elementos que deverão aumentar a eficácia do canhão antiaéreo de 20 mm instalado para neutralizar potenciais ameaças.

A empresa resumiu assim o programa:

“Liderado pela DGA (Direção-Geral de Armamento de França), este programa de armamento, um modelo de modernização e de adaptação aos desafios do combate atual, proporcionará ao Exército de Terra francês uma nova capacidade anti-drones. A Sofema orgulha-se de colocar os seus recursos industriais e a sua experiência ao serviço do Ministério das Forças Armadas.”

Apesar de ainda faltarem pormenores adicionais, importa recordar que relatórios anteriores indicavam que o Exército de Terra francês procuraria incorporar pelo menos meia centena de sistemas PROTEUS 2.0 para renovar as suas capacidades de defesa. Este modelo surgiria para complementar os exemplares do padrão 1, já em serviço em unidades de paraquedistas da instituição. Em concreto, esses sistemas são montados sobre o chassis de um veículo todo-o-terreno 4×4 TRM2000, que lhes assegura mobilidade suficiente para acompanhar este tipo de tropas no terreno, podendo atuar em conjunto com os VAB ARBLAD, cujo mastro extensível fornece cobertura de radar de curto alcance.

A opção por canhões de 20 mm também permitiu ao Exército de Terra francês recorrer a armamento já existente nos seus inventários, tirando partido do importante stock de munições disponível, sobretudo das munições de alto explosivo. Para o futuro, analistas já admitem a possibilidade de ser desenvolvido um novo tipo de projétil com alterações específicas destinadas a melhorar a taxa de sucesso contra sistemas não tripulados de menores dimensões.

Num contexto em que os drones se tornaram uma ameaça cada vez mais acessível e difícil de travar, a combinação entre deteção, apontamento e um sistema de efeitos de baixo custo por disparo tende a ganhar relevância. A integração de sensores, algoritmos e meios de fogo num único pacote operacional pode, por isso, reforçar tanto a rapidez de reação como a precisão em cenários de combate de elevada saturação.

Além do trabalho em soluções anti-drones baseadas em canhões, a força em causa também está envolvida no desenho e nos testes de drones intercetores para complementar a sua rede de defesa. Nesse sentido, militares do 54.º Regimento de Artilharia estão atualmente a avaliar o desempenho dos modelos GOBI e Destinus Hornet, com alcances de 5 e 70 quilómetros, respetivamente. Para além disso, Paris também demonstrou a capacidade dos seus helicópteros de ataque EC665 Tiger para abater drones no Médio Oriente, sobretudo através da utilização do seu canhão de 30 mm.

Imagens utilizadas apenas para fins ilustrativos

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