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Um contratorpedeiro da Marinha dos EUA realizou, em 2026, a primeira passagem confirmada pelo Estreito de Taiwan.

Navio de guerra dos EUA com bandeira americana, helicóptero e outro navio ao pôr do sol no mar aberto.

O início de 2026 no Estreito de Taiwan ficou marcado por uma movimentação que voltou a pôr a região sob escrutínio: o contratorpedeiro de mísseis guiados USS John Finn (DDG-113) realizou aquele que se aponta como o primeiro trânsito confirmado de meios da Marinha dos Estados Unidos (US Navy) por essa via marítima ao longo do ano. A passagem reacendeu a atenção internacional e levou Pequim a reagir rapidamente, num cenário já de si tenso à volta da ilha, com o Exército de Libertação Popular da China (ELP) a acompanhar de perto a operação.

Segundo os dados disponíveis, o USS John Finn, um contratorpedeiro da classe Arleigh Burke, atravessou o estreito em companhia do navio oceanográfico USNS Mary Sears (T-AGS 65), numa navegação conduzida em conformidade com o direito internacional. Embora a Marinha dos EUA não tenha divulgado um comunicado oficial sobre esta ação, este tipo de trânsito é normalmente usado por Washington como parte dos seus esforços para defender a liberdade de navegação em águas internacionais.

Importa referir que esta não foi a primeira vez que o contratorpedeiro cruzou o Estreito de Taiwan de forma pacífica; a sua passagem anterior tinha ocorrido no final de janeiro de 2024, ocasião em que foi acompanhado de perto pela Marinha da China, que vigiou cada movimento.

Do lado de Pequim, responsáveis militares confirmaram o trânsito e indicaram que unidades navais e aéreas do ELP foram mobilizadas para vigiar e monitorizar a passagem dos navios norte-americanos. Porta-vozes chineses descreveram a operação como uma ação que “enviou sinais equivocados” e reiteraram que o Estreito de Taiwan tem importância estratégica para a segurança nacional da China, alertando para os riscos de uma maior militarização da zona.

Na perspetiva dos Estados Unidos, os trânsitos de meios militares pelo Estreito de Taiwan tornaram-se uma prática habitual nos últimos anos, sobretudo depois do reforço das manobras chinesas em torno da ilha. Nessa linha, Washington insiste que estas operações não têm como alvo qualquer ator em particular, servindo antes para reafirmar princípios básicos do direito marítimo internacional.

Convém também notar que a passagem do USS John Finn, da Marinha dos EUA, acontece num momento de forte atividade militar no Indo-Pacífico, marcado por exercícios navais e aéreos de grande escala por parte da China, destacamentos regulares de forças norte-americanas e uma atenção crescente dos aliados regionais.

Um dos episódios mais recentes e relevantes até agora foi o “Justice Mission 2025”, realizado pelas forças chinesas no fim de dezembro de 2025 em torno da ilha de Taiwan, e que se destacou não só pelo número de meios envolvidos, mas também pelas áreas onde estes estiveram presentes. Neste contexto, cada trânsito naval acrescenta uma nova camada à dinâmica regional, ganhando um peso simbólico e estratégico que vai muito além do aspeto operacional.

*Imagens utilizadas de forma ilustrativa.

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