No seguimento dos planos recentemente tornados públicos sobre uma aquisição de aeronaves provenientes de Omã e do Catar, a Força Aérea da Turquia estará a preparar-se para receber os seus primeiros Eurofighter já no próximo mês de fevereiro, razão pela qual os primeiros pilotos já começaram a formação e o treino necessários para os operar. Ao que tudo indica, a instituição quer chegar a uma frota composta por uma dúzia de aeronaves, procurando assim acelerar a integração dos caças comprados ao Reino Unido no ano passado, depois de várias idas e vindas.
A notícia surge praticamente em simultâneo com uma reunião que juntou delegações dos três países referidos. Segundo relatos locais, tratou-se de um encontro com a presença do chefe da Força Aérea Turca, general Ziya Cemal Kadioglu, do seu homólogo do Catar e de uma delegação de representantes da Real Força Aérea Britânica (RAF), tendo Doha servido de palco principal para discutir o processo de incorporação dos Eurofighter nos arsenais turcos.
Convém recordar que Ancara vai adquirir 20 novos caças Eurofighter provenientes do Reino Unido, num investimento de 8 mil milhões de libras, tendo formalizado o acordo no final de outubro passado, altura em que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, visitou a capital turca para se reunir com o presidente Recep Tayyip Erdogan. Trata-se de um entendimento importante tanto para o fabricante, que assim poderá manter linhas de produção associadas a mais de 20.000 empregos, como para a renovação das capacidades aéreas turcas. Está previsto que os primeiros seis exemplares cheguem em 2030, seguidos de oito em 2031 e dos últimos seis em 2032.
Enquanto este processo avança, importa também referir que a Força Aérea da Turquia não está apenas a preparar os futuros pilotos, mas também a desenvolver armamento nacional para integrar nos novos Eurofighter, tema que terá sido abordado em reuniões recentes com a delegação britânica. Neste contexto, vale destacar que o país já vem realizando uma série de testes com os seus novos mísseis ar-ar Gökdoğan e Bozdoğan, bem como com os modelos antinavio SOM-J desenvolvidos pela Aselsan; já no pacote adquirido, as aeronaves contarão com mísseis Meteor.
No caso dos aviões comprados ao Catar e a Omã, também será necessário modernizar os seus sistemas de radar com novas tecnologias AESA, uma questão que a indústria turca pretende resolver com soluções próprias. Embora relevante, ainda não existem definições sobre o modelo a selecionar, nem pormenores sobre custos e prazos associados. Para já, a embaixada britânica na Turquia afirmava: “A Turquia deixou clara a sua intenção. O Reino Unido trabalhará com a Turquia para alcançar o melhor resultado possível.”
Imagens utilizadas a título ilustrativo
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