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Hyundai Motor Group dá novo impulso à tecnologia híbrida com mais eficiência e mais força

Automóvel SUV híbrido branco Hyundai HMG estacionado junto a posto de carregamento interior.

O Hyundai Motor Group iniciou uma nova fase na sua já extensa trajetória nos híbridos ao apresentar a mais recente geração da sua tecnologia eletrificada. A marca promete ganhos claros tanto em rendimento como em economia, num passo que reforça a sua estratégia global de eletrificação.

A estreia desta solução acontece no novo Palisade, um SUV de grandes dimensões pensado para o mercado norte-americano. Ainda assim, o sistema não ficará limitado a esse modelo: a intenção do grupo é levá-lo para vários segmentos e mercados em todo o mundo.

Transmissão híbrida com dois motores elétricos

No centro deste conjunto está uma nova caixa automática de seis velocidades, equipada com dois motores elétricos integrados. Um deles desempenha funções de arranque, geração de energia e apoio à propulsão, enquanto o outro é responsável pela tração e pela travagem regenerativa.

Segundo a Hyundai, esta transmissão pode ser montada em veículos compactos ou de maiores dimensões e associada a diferentes motores de combustão do grupo, com potências que podem variar de pouco acima dos 100 cv até valores superiores a 300 cv.

Mais potência com menos consumo no Hyundai Palisade

No Palisade Hybrid, que será o primeiro modelo a estrear esta nova tecnologia, a transmissão eletrificada trabalha em conjunto com um motor a gasolina de quatro cilindros, com 2,5 litros e turbo. Isoladamente, este bloco produz 262 cv. Já com a nova caixa eletrificada, o conjunto passa a debitar 246 kW, o equivalente a 334 cv, e 460 Nm de binário.

O ganho de eficiência não resulta apenas da combinação entre eletrificação e motor térmico. O próprio motor de combustão foi revisto para melhorar o rendimento em até 2,9%, graças a alterações no ciclo termodinâmico e nas estratégias de injeção de combustível.

De acordo com a Hyundai, o resultado final traduz-se numa melhoria de 45% na eficiência de combustível e num aumento de 19% na potência, quando comparado com outras soluções de combustão no mesmo segmento. Para o seu maior SUV, a marca sul-coreana anuncia consumos a partir de 7,1 l/100 km.

Mais à frente, esta tecnologia deverá chegar também a variantes equipadas com o conhecido motor turbo de 1,6 litros, uma solução já muito familiar na Hyundai e na Kia e presente em modelos como o Tucson e o Sportage.

Para esses SUV de média dimensão, o Hyundai Motor Group aponta uma melhoria de 4% no consumo e um reforço do binário, que sobe de 367 Nm para 380 Nm.

“O nosso compromisso é continuar a apostar em soluções inovadoras que aproveitem todo o potencial da eletrificação, garantindo veículos sustentáveis e com um desempenho excecional para os nossos clientes.”

Dong Hee Han, vice-presidente executivo do Hyundai Motor Group

Funções dos elétricos passam para os híbridos

Para além da nova geração de tecnologia híbrida, o Hyundai Motor Group vai também levar para os seus híbridos algumas funcionalidades normalmente associadas aos modelos 100% elétricos, recorrendo à bateria de alta tensão em vez de depender do motor de combustão.

Entre essas novidades está o modo de permanência, que permite utilizar os equipamentos de conforto do automóvel - como o ar condicionado ou o sistema de infotainment - com o carro imobilizado e sem necessidade de ligar o motor térmico. Os híbridos da Hyundai passam igualmente a poder alimentar dispositivos externos, através da função veículo para carga, até 3,6 kW. A isto junta-se ainda a travagem regenerativa inteligente.

Esta abordagem aproxima os híbridos da experiência de utilização dos elétricos puros, sobretudo em situações de espera, lazer ou trabalho. Na prática, o condutor ganha mais flexibilidade no dia a dia, sem depender exclusivamente de postos de carregamento e sem abdicar da autonomia própria de um sistema híbrido.

O Hyundai Palisade foi o primeiro a receber esta nova solução, mas o grupo sul-coreano já confirmou que a tecnologia vai estender-se a muitos mais modelos da Hyundai, da Kia e da Genesis. No caso da marca de luxo do grupo, o sistema com motor de 2,5 litros deverá ser adaptado a um modelo com tração traseira.

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