O USS Theodore Roosevelt (CVN-71) está novamente em atividade no Pacífico, depois de ter saído da Estação Naval de San Diego e regressado ao mar para retomar o ritmo operacional. O porta-aviões nuclear da Marinha dos EUA encontra-se agora a realizar exercícios na área de responsabilidade da 3.ª Frota dos EUA, no Pacífico Oriental.
De acordo com a Marinha norte-americana, o navio da classe Nimitz, que serve como navio-almirante do Grupo de Ataque de Porta-Aviões 9, vai cumprir nos próximos dias várias manobras destinadas a reforçar a prontidão, a coordenação e a capacidade de combate do grupo aéreo embarcado. Entre estas ações estão exercícios de integração entre as diferentes unidades, aeronaves e elementos de escolta envolvidos.
O regresso do USS Theodore Roosevelt ao mar surge depois de um longo período de manutenção e treino que ocupou grande parte de 2025. Esse trabalho tornou-se necessário após o exigente destacamento operacional concluído entre 2023 e 2024, durante o qual o porta-aviões esteve 278 dias consecutivos longe do seu porto de origem, a operar tanto no Indo-Pacífico como no Médio Oriente.
Nesse destacamento, o Grupo de Ataque manteve presença constante em zonas de elevada tensão, participando em missões de dissuasão, segurança marítima e apoio a operações conjuntas no Pacífico Ocidental e na área de operações da 5.ª Frota. Depois de ter deixado o Médio Oriente em setembro de 2024, o CVN-71 iniciou o regresso aos Estados Unidos e acabou por chegar à Costa Oeste em outubro do mesmo ano.
Presente e Futuro do Porta-Aviões USS Theodore Roosevelt
A chegada do navio marcou o início de uma fase decisiva de recuperação, que incluiu períodos de manutenção, mais conhecidos por Disponibilidade Incremental Planeada (PIA, na sigla em inglês), inspeções técnicas e treino nos Estados Unidos, com o objetivo de repor totalmente a prontidão operacional do navio, do seu grupo aéreo e das unidades que integram o Grupo de Ataque. Este tipo de processo é habitual depois de longos ciclos de serviço, sobretudo em porta-aviões da classe Nimitz, que continuam a ser uma peça central do poder naval dos EUA.
Neste contexto, os exercícios agora em curso sob a tutela da 3.ª Frota representam uma etapa intermédia do ciclo operacional do USS Theodore Roosevelt, com o objetivo de certificar a prontidão do grupo de ataque e a sua capacidade de resposta a diferentes cenários. Embora, para já, não tenha sido anunciado qualquer novo destacamento internacional, estas missões podem ser um sinal claro do regresso gradual do CVN-71 à plena atividade operacional.
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