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Operação Orion: fuzileiros navais do Brasil vão ser destacados para a França, para participar em exercícios multinacionais

Soldado brasileiro e oficial francês cumprimentam-se numa praia com equipamento militar ao fundo.

Com o envio de um contingente do Corpo de Fuzileiros Navais, o Brasil prepara-se para integrar a Operação “Orion 2026”, um exercício militar de grande dimensão organizado pela França e que vai juntar forças de mais de vinte países aliados da NATO. As manobras, marcadas para decorrer entre 2 de fevereiro e 4 de março, assinalam mais um passo na cooperação estratégica entre os dois países, reforçando a capacidade expedicionária e a interoperabilidade dos fuzileiros navais brasileiros em cenários de elevada intensidade.

A Orion 26 envolve mais de 12.000 militares, 25 navios - entre os quais o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle (R91), da Marinha Nacional Francesa -, 140 aeronaves e drones. O exercício inclui operações anfíbias e aéreas na costa atlântica, bem como manobras terrestres sob comando da NATO na região de Champagne. O objetivo é preparar as forças aliadas para conflitos de alta intensidade num ambiente complexo e multidomínio, reforçando a coordenação interministerial e testando novas capacidades tecnológicas, como inteligência artificial, guerra eletrónica e sistemas não tripulados.

Do lado brasileiro, foram selecionados 16 militares - três oficiais e treze suboficiais - para integrar a missão, que prevê uma primeira fase de embarque no porta-helicópteros anfíbio (PHA) Mistral (L9013), onde serão realizados exercícios conjuntos e ensaios táticos, seguida de operações em terra em território francês. A preparação da tropa incluiu um processo exigente de adestramento e a adaptação do equipamento ao clima europeu, com temperaturas entre os 3 °C e os 9 °C, colocando à prova a capacidade de operar em condições extremas.

A propósito, o capitão de fragata (Infantaria de Marinha) Fernando Baptista, membro da delegação brasileira, afirmou que a participação na Orion simboliza “o elevado grau de confiança mútua e o reconhecimento internacional da capacidade operacional dos fuzileiros navais brasileiros em operações multinacionais complexas”. Segundo a Marinha do Brasil, esta nova experiência em solo francês reforça o treino das tropas para atuar em cenários operacionais cada vez mais exigentes, ao mesmo tempo que alarga a projeção estratégica do país no plano internacional.

A presença brasileira na Orion 2026 dá continuidade ao vínculo estabelecido durante a Operação “Catamaran 2025”, outro exercício multinacional igualmente liderado pela França, no qual os fuzileiros navais do Brasil participaram ao lado de forças de Espanha, Estados Unidos, Itália e Reino Unido. Nessa ocasião, a bordo do PHA Tonnerre (L9014), as tropas realizaram operações anfíbias combinadas e adestramentos conjuntos, consolidando a cooperação e a interoperabilidade com os aliados atlânticos. Essa experiência anterior abriu caminho para a participação agora em curso, reforçando o compromisso do CFN com os padrões operacionais da NATO.

Com a integração na Operação Orion, a Marinha do Brasil reafirma a sua política de projeção internacional e a sua vocação expedicionária. A participação em exercícios desta dimensão não só reforça as capacidades táticas e logísticas do Corpo de Fuzileiros Navais, como também posiciona o Brasil como um interveniente relevante em matéria de segurança, defesa e cooperação internacional, capaz de se integrar de forma eficaz em coligações multinacionais de elevada complexidade, contribuindo ativamente para a estabilidade e a paz global.

Imagens utilizadas apenas para fins ilustrativos.

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