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A Força Aérea Brasileira concluiu com êxito a avaliação operacional contratual dos seus novos helicópteros H125.

Homem com fato de voo verde aponta para um helicóptero branco estacionado numa pista de aterragem.

FAB conclui a AVOP dos helicópteros Airbus H125 Esquilo B3e

Com o propósito de reforçar a modernização da sua frota de instrução de asas rotativas, a Força Aérea Brasileira (FAB) concluiu com êxito a Avaliação Operacional Contratual (AVOP) dos seus novos helicópteros Airbus H125 Esquilo B3e. A avaliação, realizada entre 27 de outubro e 14 de novembro na Base Aérea de Natal, teve como objetivo confirmar, em solo e em voo, o cumprimento dos requisitos técnicos e contratuais do programa, validando a adequação do modelo à formação dos futuros pilotos de helicóptero da instituição.

A atividade reuniu o Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP), o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), a Comissão Coordenadora do Programa de Aeronaves de Combate (COPAC), o Comando de Preparação (COMPREP), a Direção de Material Aeronáutico e Bélico (DIRMAB), o Esquadrão 1º/11º GAV “Gavião” e a empresa Helibras. Esta avaliação representou um passo essencial no âmbito do Projeto TH-X, concebido para substituir os antigos H-50 Esquilo usados na instrução básica por um sistema de treino mais moderno e mais próximo das plataformas operacionais atualmente em uso.

A tenente engenheira Bruna Fernandes Vertemati, responsável pela equipa técnica dos projetos H-50 e H-125 no PAMA-SP, realçou a importância do envolvimento das áreas logísticas durante a avaliação. Segundo explicou, o processo permite analisar de forma integrada a disponibilidade de peças sobresselentes, a manutenção e a infraestrutura, além de recolher observações diretas dos técnicos da linha de voo. Sobre este ponto, afirmou que “Estes elementos são cruciais para garantir que o Projeto TH-X execute as suas missões com segurança, continuidade e pleno cumprimento”.

Também o major aviador Guilherme José Ramos De Sanctis, gestor de logística do Projeto TH-X, salientou que a DIRMAB tem acompanhado de perto a entrada em serviço do novo helicóptero, procurando cumprir a matriz logística do projeto e assegurar a transição correta entre as fases de produção e de operação. Nesse contexto, declarou que “O objetivo do projeto é oferecer uma aeronave mais moderna, com melhor desempenho e capacidades, que responda de maneira mais eficiente às necessidades da Força”.

O H125 introduz um conjunto de inovações que eleva o nível da instrução básica. Entre elas contam-se a monitorização digital dos parâmetros de voo, uma maior capacidade de carga útil, potência reforçada, compatibilidade com óculos de visão nocturna (NVG) e um piloto automático GFC 600H de três eixos. A sua cabina, equipada com duplo comando e um avançado painel de aviônica Garmin G500 TXi, integra dados de navegação, voo e tráfego aéreo, facilitando a transição dos cadetes para ambientes operacionais mais complexos e tecnológicos.

O diretor do PAMA-SP, coronel aviador Wagner Takemi Motoyama, manifestou reconhecimento pela equipa envolvida na avaliação, sublinhando o empenho demonstrado ao longo do processo. “O H-125 é uma aeronave com grande potencial, e a sua integração trará benefícios significativos para a formação dos nossos pilotos e para a execução de missões de elevada complexidade”, afirmou. Os resultados positivos alcançados na AVOP reforçam a certificação operacional do modelo no seio da Força Aérea Brasileira, permitindo a sua utilização plena na instrução aérea.

Este avanço surge poucos dias depois de a FAB ter anunciado novos progressos na incorporação dos helicópteros H125 Esquilo B3e, adquiridos no âmbito do Projeto TH-X em conjunto com a Marinha do Brasil, numa compra conjunta de 27 unidades. Enquanto a Marinha já iniciou a receção dos seus primeiros aparelhos (designados internamente IH-18), a Força Aérea continua o processo de introdução e validação operacional das suas aeronaves. Com isso, o Ministério da Defesa brasileiro consolida um passo decisivo rumo à padronização da instrução de pilotos de asas rotativas, reforçando a interoperabilidade e a capacidade de treino das Forças Armadas do Brasil.

Imagens utilizadas apenas a título ilustrativo.

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