Os F-16 Fighting Falcon da Força Aérea dos EUA conseguiram abater 108 drones e mísseis de cruzeiro durante o seu mais recente destacamento para o Médio Oriente. As aeronaves de combate e as tripulações responsáveis por estas vitórias aéreas pertenciam ao 480.º Esquadrão Expedicionário de Caça, uma unidade que permaneceu na região durante quase oito meses, em apoio às várias operações conduzidas pelas Forças Armadas dos EUA nesse período.
A Força Aérea dos EUA divulgou o detalhe destes abates no âmbito da notícia sobre a atribuição da Estrela de Prata ao então comandante do 480.º Esquadrão Expedicionário de Caça (480th EFS, na sigla em inglês), o Tenente-coronel William Parks.
Ao longo dos oito meses de destacamento, os 12 F-16 Fighting Falcon e os 56 aviadores do 480.º Esquadrão Expedicionário de Caça da Força Aérea dos EUA participaram em múltiplas ações aéreas executadas em apoio às operações Prosperity Guardian, Inherent Resolve, Spartan Shield e Rough Rider. Esta última foi a ofensiva aérea norte-americana contra as forças hutis no Iémen.
Entre os marcos alcançados pelo Esquadrão Expedicionário, a Força Aérea dos EUA salientou que a unidade fixou o recorde de 108 vitórias aéreas contra sistemas aéreos não tripulados inimigos e mísseis de cruzeiro de ataque terrestre. Além disso, com o Tenente-coronel Parks na chefia, o 480th EFS passou a dispor de novas capacidades, incluindo o emprego dos foguetes ar-terra AGR-20F em funções ar-ar.
Outro aspeto de destaque do Esquadrão foi a gestão de recursos perante as ameaças que teve de enfrentar. Uma das soluções adotadas foi dar prioridade ao uso dos mísseis AIM-9M mais antigos, “…o que implicou uma poupança superior a 25 milhões de dólares em custos de munição e levou ao primeiro emprego bem-sucedido do AIM-9M em combate em 30 anos…”, explicou a Força Aérea dos EUA (USAF).
No seu comunicado, a USAF refere que ao Tenente-coronel Parks Parks são atribuídas seis vitórias aéreas, do total de 108 alcançadas pelo seu Esquadrão, abates que “…permitiram salvar a vida de mais de 5000 marinheiros a bordo do USS Harry S. Truman (CVN 75)…”. Este episódio terá ocorrido durante a operação Rough Rider, ofensiva aérea contra as forças hutis levada a cabo pela Força Aérea e pela Marinha dos EUA entre março e abril de 2025.
Estrela de Prata e F-16 Fighting Falcon
O Tenente-coronel William Parks foi recentemente agraciado com a Estrela de Prata pelas suas ações quando liderava um pacote de ataque composto por 21 aeronaves de combate. No cumprimento da missão de suprimir o sistema integrado de defesa aérea inimigo, Parks “…colocou-se deliberadamente dentro do alcance de ameaça de uma complexa zona de defesa aérea que protegia a capital inimiga…”.
“…A sua decisão heróica garantiu o sucesso da missão de inutilizar as instalações de produção de mísseis balísticos do inimigo. Contudo, devido a estas ações, as forças inimigas tiveram a oportunidade de lançar uma chuva de mísseis antiaéreos e de artilharia antiaérea, dirigidos com precisão contra a missão de Parks… Durante 15 minutos, com os mísseis inimigos a explodirem a poucos metros do seu avião, Parks conduziu o voo através de uma série de manobras de altas G e do emprego de contramedidas….”, detalhou a Força Aérea dos EUA.
Ultrapassada a ameaça antiaérea inimiga, o Tenente-coronel Parks foi forçado a coordenar um reabastecimento de emergência, tendo em conta o elevado consumo de combustível enquanto evitava os mísseis terra-ar. O encontro de emergência com dois aviões-tanque diferentes “…garantiu à sua secção o acesso ao combustível necessário e, em última análise, evitou a provável perda de dois aviões por falta de combustível…”.
Imagem de capa ilustrativa. Créditos: USAF – Sargento-Adjunto Jackson Manske
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