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Marinha de Portugal e os dois novos navios de apoio logístico e reabastecimento

Oficial naval de farda observando dois navios militares atracados num porto ao fim da tarde.

A Marinha Portuguesa assinalou na Turquia o arranque da construção das suas duas novas unidades de apoio logístico e reabastecimento com a tradicional cerimónia de corte de aço, que decorreu no estaleiro ADA, em Istambul. A cerimónia, realizada a 14 de novembro, reuniu responsáveis turcos e portugueses, com destaque para o Secretário das Indústrias de Defesa da Turquia, Haluk Görgün, e para o Contra-Almirante Marques da Costa, Diretor de Navios da Marinha Portuguesa.

O contrato, firmado em Lisboa em dezembro de 2024, constitui um momento importante para a construção naval turca, por se tratar da primeira exportação de navios militares para um país membro da União Europeia e da NATO. A STM, enquanto contratante principal, lidera o programa, que prevê a colocação da quilha em janeiro de 2026 e a entrega das duas embarcações em 2028.

Com 137 metros de comprimento e um deslocamento superior a 11.000 toneladas, os navios terão autonomia para operar durante 30 dias sem apoio externo. Estarão aptos a transportar combustível, carga seca e até 20 veículos táticos ligeiros através de uma rampa ro-ro. Para além disso, incluirão uma plataforma para helicópteros e VANTs, um hangar dedicado, sistemas de armas de proximidade, estações remotas de 12,7 mm e sensores avançados de defesa aérea. A sua conceção modular permitirá também desempenhar missões adicionais, como apoio a operações anfíbias, ações humanitárias, busca e salvamento e assistência médica em cenários de crise.

O programa também teve forte presença nas redes sociais. A STM Defence divulgou imagens da cerimónia no X, sublinhando a cooperação Turquia–Portugal e revelando o nome do primeiro navio, Luís de Camões, em homenagem ao poeta nacional português. Meios especializados retomaram a cobertura com fotografias e declarações de responsáveis, enquanto a delegação portuguesa destacou a confiança na engenharia turca e o valor estratégico do projeto para Lisboa.

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