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Piloto e copiloto de avião militar do Banco Central presos após queda em El Alto, perto de La Paz, a 27 de fevereiro: 22 mortos e 60 milhões de dólares

Agente com colete refletor e máscara recolhe notas de dinheiro em saco plástico junto a avião militar.

Queda do avião militar no aeroporto de El Alto, perto de La Paz

O piloto e o copiloto de um avião militar que transportava milhares de cédulas emitidas pelo Banco Central e que se despenhou a 27 de fevereiro no aeroporto de El Alto, nas imediações de La Paz, acabaram detidos.

O acidente provocou a morte de 22 pessoas e causou estragos materiais quando a aeronave saiu da pista, foi imobilizar-se numa avenida, atropelou civis e espalhou milhares de notas, avaliadas em 60 milhões de dólares.

Cédulas recolhidas e intervenção policial

Após a queda, centenas de pessoas deslocaram-se ao local para apanhar as cédulas. Mais tarde, o governo invalidou essas notas, situação que levou a uma intervenção policial, com recurso a gás lacrimogéneo.

Mandados de detenção e acusação formal

O procurador Favio Maldonado confirmou que a Justiça emitiu mandados de detenção contra os dois tripulantes. Depois de detidos e interrogados, foram acusados de homicídio por negligência e colocados em prisão preventiva.

Falhas na informação meteorológica e condições da pista

De acordo com a investigação, a aeronave não recebeu atempadamente informação meteorológica por parte do controlo de tráfego aéreo e tentou alterar a rota devido ao mau tempo. Ainda assim, o piloto efectuou a aterragem com o trem de aterragem do nariz do avião, o que dificultou a travagem numa pista molhada.

Além disso, o controlador de tráfego aéreo - um aprendiz - não terá fornecido dados adequados sobre as condições operacionais da pista. O coronel Richard Alarcón, que lidera a comissão de investigação, afirmou que “este acidente poderia ter sido evitado”.

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