Saltar para o conteúdo

Hip Hop Internacional (HHI) enche a Póvoa de Varzim na Póvoa Arena

Grupo de pessoas a dançar ao ar livre em frente a um edifício moderno com paredes de vidro.

Leonor Leucádio distribui as últimas indicações. À sua frente, nove pares de olhos fixos nela mal conseguem disfarçar a ansiedade. O “ensaio geral” acontece ali mesmo, ao ar livre, entre prédios, encostado à Póvoa Arena. Em redor do multiusos, multiplicam-se grupos a aquecer e a dançar. Quem passa na rua abranda, pára e fica a ver. Lá dentro, entretanto, a competição já está em andamento.

Ensaios e nervos antes de entrar em palco no HHI

Claques, bandeiras e até mascotes compõem o cenário. É o Hip Hop Internacional (HHI) que está, até amanhã, a decorrer na Póvoa de Varzim. No total, reúnem-se 205 equipas, quase 2500 bailarinos vindos de 60 cidades e uma plateia que chega aos nove mil espectadores.

“É uma boa experiência para eles! É uma forma de evoluírem e conviverem com outros miúdos que têm a mesma paixão e nós professores também aprendemos uns com os outros”, diz Leonor. Tem 22 anos e, há 11, que não falha o HHI. Começou a dançar em criança; a paixão foi crescendo e, hoje, reparte o tempo entre a fisioterapia e as aulas de dança. Este ano entra em prova na categoria “adult”, enquanto os seus “meninos” sobem ao palco em “júnior”. Vai “sofrer a dobrar”.

Só a Arcade Dance Center trouxe de Lisboa quatro equipas, num total de 41 atletas. Há participantes de Viana a Faro. Misturam-se crianças de seis anos com pessoas acima dos 50. Para quem vive o hip hop, o HHI é “o evento do ano”.

Elogios ao espaço

Em 2025, a festa da street dance mudou-se para a Póvoa e, desde então, superou marcas de participantes, equipas e público. Este ano, a competição saiu do pavilhão municipal e instalou-se na Arena. Quem vem de fora não poupa nos elogios. “É muito giro, é grande, tem muito boas condições e é ao pé da praia, o que é ótimo e muito relaxante”, conta a professora da Arcade Dance Center.

“É um espaço incrível! Tem muita área à volta para treinar, ter um palco secundário e zona de alimentação, está no centro da cidade e, sendo um edifício circular, não há tanta dispersão”, afirma o bailarino e coreógrafo João Marques, que desde 2014 organiza com Vítor Fontes e Jorge Pereira o HHI Portugal.

Divisões, battles e acesso ao Mundial nos EUA

Quanto ao formato competitivo, existem seis divisões oficiais (júnior, varsity, adult, minicrew, smallcrew e megacrew), três divisões “amadoras” (kids, starters e gold) e ainda as battles. As divisões oficiais e as battles determinam quem segue para representar Portugal no Campeonato do Mundo, que vai decorrer nos EUA.

Hoje realizam-se as finais de starters (14 horas) e as qualificações (16). Amanhã disputam-se as finais de kids e gold (10.30) e, mais tarde, júnior, varsity, adult e crews (14).

Aulas gratuitas para pôr a Póvoa a dançar

E como o HHI quer envolver toda a cidade, hoje há uma aula gratuita com o francês Boubou (10.30); e amanhã decorrem mais duas, com Henrique Pinheiro e Francisca Lima (10.30 e 13).

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário