O Ermesinde reformulou o plantel, tem estado em destaque e voltou a contagiar a cidade. Depois da final perdida em 2014, procura finalmente erguer o troféu.
Final da Taça A. F. Porto: Ermesinde–Vilarinho
A decisão da Taça A. F. Porto aproxima-se e antevê-se carregada de emoção (amanhã, às 16 horas, com transmissão em A Bola TV). Frente a frente estarão Ermesinde e Vilarinho, ambos da Liga Pro: de um lado, um clube que quer conquistar um troféu que lhe escapou em 2014; do outro, um adversário do mesmo escalão, igualmente movido pela ambição.
Para o jogo no Estádio 25 de Abril, em Penafiel, o Ermesinde espera levar uma moldura humana significativa: só do seu lado são aguardadas 2200 pessoas. "Estamos a contar com a lotação esgotada. Mas também temos preparada uma fanzone, no parque urbano da cidade, para quem não conseguir ir ao estádio. Nota-se uma cidade mobilizada. Nos cafés há cartazes espalhados e muita gente a conversar", revelou ao JN Pedro Cunha, presidente do Ermesinde desde julho.
O percurso até à final
Até chegar ao encontro decisivo, a equipa teve de ultrapassar uma sequência exigente de eliminatórias, deixando pelo caminho Crestuma, Foz, Aliados Lordelo, Nuno Álvares e Rio Tinto. Três desses oponentes competem igualmente na Liga Pro, o que reforça o grau de dificuldade do trajeto realizado.
Revolução no plantel e estabilidade na Liga Pro
A caminhada na taça surgiu numa época marcada por uma remodelação profunda. "Saiu 90% do plantel da época passada. A equipa técnica agarrou-se ao conhecimento de miúdos com ambição e potencial para tentar uma manutenção tranquila. No início éramos pouco experientes, houve dificuldades, mas acreditei no que estávamos a fazer. Nos primeiros jogos fizemos sete de nove pontos possíveis e toda a gente foi confiando mais", detalhou o treinador Ricardo Barros.
Esse começo positivo ajudou a tornar a época mais serena, refletida no oitavo lugar na tabela. Ainda assim, o técnico aponta mais alto: "Vamos tentar ficar no top-5 porque 80% do campeonato estivemos lá". E a ambição estende-se à final com o Vilarinho, com Barros a sublinhar o impacto do apoio: "Este 12.º jogador tem ajudado muito. Os jogadores fizeram despertar a cidade e agora têm a responsabilidade de fazê-la sorrir. Sabemos que o Vilarinho não está a ter muita sorte, mas tem o seu valor e os jogadores têm de estar ao mais alto nível", frisou.
Metas do presidente Pedro Cunha
Do lado diretivo, Pedro Cunha considera que "o Ermesinde é favorito" e define objetivos para lá do jogo: prosseguir a estabilização financeira, aumentar o número de sócios, avançar com uma equipa sénior feminina e, eventualmente, alargar a atividade ao futsal. Entre estas metas, permanece também um desejo assumido: "Não vou mentir, tenho o sonho que o Ermesinde volte aos nacionais".
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