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Armindo Araújo destaca o carisma do Norte no Rali de Portugal

Carro de rali vermelho e branco com decalques da bandeira e emblema de Portugal, exposto em galeria.

O piloto Armindo Araújo, aos comandos de um Skoda Fabia, defende que é no Norte do país que as classificativas têm "mais carisma", na antecâmara de mais uma edição do Rali de Portugal.

Armindo Araújo e o carisma das especiais do Norte no Rali de Portugal

O mais rodado entre os portugueses presentes nesta edição - foi por 14 vezes o melhor luso na prova e conquistou por três ocasiões a vitória à geral - lembrou, em entrevista à Agência Lusa, a estreia no rali em 2001, um ano marcado por condições meteorológicas adversas que acabaram por ditar a saída da prova do calendário do Campeonato do Mundo.

Apesar de reconhecer a qualidade das especiais algarvias, o piloto natural de Santo Tirso, de 48 anos, realça que é no Norte que se sente um apoio mais intenso nas estradas.

"As especiais do Algarve são muito boas, mas o grande carisma e o público a acompanhar a caravana é no Norte. O formato atual é muito bem conseguido, com especiais míticas. Existe grande movimento da população a acompanhar a prova. Isso demonstra que Portugal gosta muito de desporto automóvel", sustentou.

Da estreia em 2001 à mudança para Macedo de Cavaleiros

Sobre essa primeira participação, em 2001, recorda que "não havia tanto controlo do público, mas já era uma versão muito idêntica à versão de agora".

Na altura, Armindo Araújo competiu num Citroën Saxo de duas rodas motrizes e trouxe à memória o desfecho dessa participação: "Competi de Citroën Saxo kit car, de duas rodas motrizes. Liderava essa categoria, quando fui obrigado a desistir por problemas mecânicos".

A partir de 2002, o rali passou para o Nordeste Transmontano, com Macedo de Cavaleiros como base. O piloto recorda que, no ano seguinte, venceu a classificação geral, tal como viria a acontecer no Algarve quando a prova foi candidata a regressar ao Mundial. Nessa ocasião, a organização chamou também pilotos de renome internacional, como Mikko Hirvonen e Markko Martin, algo que Armindo Araújo descreve como um marco especial. O piloto venceu o Rali de Portugal nos anos de 2003, 2004 e 2006.

Estreia num WRC e uma edição difícil em 2007

Foi igualmente no Algarve que viveu outro capítulo marcante da carreira, ao estrear-se com um carro WRC, em 2007.

Esse ano acabou por ser particularmente ingrato para o português. Primeiro, registou-se um acidente durante a sessão de ensaio da prova, do qual resultou um fotógrafo português ferido, após ser atingido pelo carro de Armindo Araújo.

Mais tarde, acabaria por abandonar já numa fase avançada: "Estava à frente da classificação dos portugueses, em 10.º da geral, e desisti a 500 metros do fim, ao dar um toque numa pedra".

Metas para a 59.ª edição e enquadramento no WRC

Para a 59.ª edição, que se disputa de quinta-feira a domingo, Armindo Araújo aponta uma prioridade clara: "vencer a etapa do Campeonato de Portugal, que termina na sexta-feira".

"Depois, continuaremos em prova com o objetivo de ser o melhor português pela 15.ª vez", adiantou.

O Rali de Portugal é a sexta prova do Campeonato do Mundo de 2026 (WRC).

Disputa-se de quinta-feira a domingo, com troços no centro e norte do país.

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