Investigação ao incêndio no navio Namu
As autoridades da Coreia do Sul iniciaram um inquérito ao incêndio ocorrido na segunda-feira num navio de uma empresa sul-coreana no estreito de Ormuz, procurando determinar se o episódio terá resultado de um ataque, segundo indicaram esta terça-feira fontes diplomáticas locais.
De acordo com fontes do Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-coreano citadas pela agência Yonhap, está em curso uma tentativa de "verificar" se existiu um ataque, tal como afirmou na segunda-feira o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As mesmas fontes salientaram que "não há vítimas" entre os tripulantes sul-coreanos do navio, operado pela HMM.
A HMM, por sua vez, afirmou que "para já, não é claro se o incidente foi causado por um ataque externo ou por uma falha interna". A empresa adiantou ainda que o navio, o Namu, será deslocado para os Emirados Árabes Unidos enquanto prosseguem as diligências para apurar o que aconteceu a bordo. Na embarcação seguiam 24 tripulantes: seis sul-coreanos e 18 estrangeiros.
Reação política em Seul ao incidente no estreito de Ormuz
Entretanto, a Presidência da Coreia do Sul marcou para esta terça-feira uma reunião destinada a analisar uma eventual resposta ao caso do navio - que ostenta bandeira panamiana -, anunciou a porta-voz Kang Yu Jung. Até ao momento, não foram divulgados pormenores, nem há indicação de uma decisão já tomada por Seul.
Declarações de Trump e o "Projeto Liberdade"
Na segunda-feira, Trump afirmou que forças norte-americanas afundaram sete lanchas iranianas no âmbito da iniciativa "Projeto Liberdade", cujo objetivo declarado é escoltar navios mercantes afetados pelo bloqueio do estreito de Ormuz. No mesmo contexto, o presidente norte-americano declarou que "o Irão efetuou alguns disparos contra países não envolvidos, incluindo um navio mercante sul-coreano" e acrescentou: "Talvez seja o momento de a Coreia do Sul se juntar à missão", afirmou.
Posição da Coreia do Sul sobre uma eventual participação nas operações
Na sequência destas declarações, Seul comunicou que vai "reavaliar cuidadosamente a sua posição" quanto a uma possível participação nas operações dos Estados Unidos no estreito de Ormuz.
Sem assumir qualquer compromisso de alteração imediata, o Ministério da Defesa sul-coreano indicou que pretende "reexaminar cuidadosamente a sua posição" à luz do direito internacional, da segurança das rotas marítimas internacionais, da aliança com os Estados Unidos e da situação de segurança na península coreana.
O Governo sul-coreano recordou ainda que "participa ativamente" nas discussões internacionais sobre mecanismos de cooperação destinados a assegurar uma passagem segura no estreito de Ormuz.
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