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Luís Neves participa na conferência "O futuro da segurança na Europa" organizada por SIAP e ANSG no Porto

Homem a apresentar mapa da Europa a grupo de pessoas numa sala de reuniões moderna.

Conferência no Porto

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, vai estar na conferência "O futuro da segurança na Europa", uma iniciativa coorganizada pelo Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP) e pela Associação Nacional dos Sargentos da Guarda (ANSG). A sessão realiza-se na manhã de quinta-feira, na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto.

Objectivos do encontro "O futuro da segurança na Europa"

Segundo o presidente da ANSG, Ricardo Rodrigues, a iniciativa pretende criar um momento de debate alargado sobre as preocupações da segurança no espaço europeu e sobre os desafios vividos por quem trabalha no setor. "O objetivo desta conferência é abrir um espaço de diálogo e reflexão sobre os problemas da segurança na Europa e dos profissionais do próprio setor, abrindo lugar a consensos, pois estarão na mesma sala personalidades europeias e nacionais com capacidade de decisão e responsabilidade política", refere.

Participantes e temas em agenda

Além de Luís Neves, estão também confirmados no Porto o diretor executivo da Frontex - Agência Europeia da Guarda de Fronteira e Costeira, Hans Leijtens, o líder da Federação Europeia de Sindicatos de Polícia (EU.Pol), Jochen Kopelke, o diretor nacional da PSP, Luís Carrilho, e a eurodeputada Ana Catarina Mendes.

De acordo com Ricardo Rodrigues, as intervenções vão centrar-se em "questões como a cibersegurança, as ameaças híbridas, mas, sobretudo, a segurança das fronteiras e as migrações". O responsável da ANSG sublinha ainda tratar-se de "Questões fortemente correlacionadas com os conflitos em curso, quer na Ucrânia, quer no Médio Oriente".

Desafios da migração

Em declarações ao JN, o presidente do SIAP, Carlos Torres, considera que "a Europa não pode definir políticas de gestão migratória e depois não dar às forças de segurança os meios, a formação e as condições para as executar com profissionalismo e com dignidade, tanto para os migrantes como para os próprios agentes". E acrescenta: "Quando o Relatório anual de Segurança Interna diz que o auxílio à imigração ilegal cresceu 138%, estamos a falar de um trabalho que recai sobre homens e mulheres concretos, todos os dias. Esse trabalho merece reconhecimento".

Ricardo Rodrigues e Carlos Torres referem que o debate incluirá igualmente a necessidade de classificar as agressões a polícias como "eurocrime" e de avançar para o reconhecimento formal, a nível europeu, da profissão policial como de alto risco.

"Sem salários compatíveis com a especificidade da missão, jamais será possível recrutar os melhores cidadãos para servir o Estado nas forças de segurança, jamais será possível manter nas fileiras das forças de segurança aqueles que viram na vocação a sua motivação de ingresso, mas que, infelizmente, já não encontram alento para continuar perante o abandono a que o setor foi votado nos últimos 20 anos", alega o dirigente da ANASG.

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